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segunda-feira, março 6

Consumo puxa PIB em 2006, dizem analistas


Consumo puxa PIB em 2006, dizem analistas

Fonte : Folha de São Paulo


O crescimento do PIB neste ano vai depender da demanda interna. O setor externo, segundo a maior parte dos analistas, pela primeira vez desde 2001, não vai ajudar. Economistas estimam que a balança comercial apresente o mesmo resultado, se não levemente pior, que o de 2006.
"O consenso do mercado é que a demanda externa líquida contribuirá negativamente para o crescimento", diz Nilson Teixeira, economista do Credit Suisse.
A maior contribuição virá do consumo das famílias, que deve crescer 3,8%, na projeção do banco, perto dos 4,1% registrados em 2004. O aumento da massa de salários, estimado entre 4% e 5% -o emprego deve crescer entre 2% e 3% e a renda, 2%-, além da expansão do crédito, deve empurrar o consumo.
Os investimentos também devem se expandir. Dependem principalmente da construção civil, que deve ser impulsionada pelas eleições, pela queda dos juros reais médios e pela alta gradual da confiança dos empresários.
"Há uma boa dose de gastos do governo, de ampliação do Bolsa-Família, do salário mínimo, além da inflação baixa, ou deflação, em alguns momentos, de alimentos. O consumo das camadas mais pobres vem crescendo bem", diz Caio Megale, economista da Mauá Asset Management.
A mediana das expectativas de mercado para o crescimento do PIB de 2006 é de 3,5%. Mas alguns analistas projetam a expansão em não mais de 3%.
Mesmo para atingir a taxa menos ambiciosa de 3% em relação aos 2,3% de 2005, o crescimento do PIB ainda terá de acelerar muito, segundo Teixeira.
O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco projeta um crescimento mais forte do PIB, de cerca de 3,8%, puxado por uma contribuição interna de 4,3%, com resultado negativo do lado externo de 0,45%. No ano passado, a demanda doméstica contribuiu com 1,45%, e a externa, com 0,83%.
A esperada queda dos juros tende a levar ao aumento da demanda interna, mas nada comparável ao que ocorreu em 2004, quando houve redução de cinco pontos percentuais dos juros reais ante o ano anterior. Para Teixeira, a queda de juros reais, neste ano, deverá se limitar a dois pontos.
Marcelo Ribeiro, economista da Pentágono Asset Management, concorda com a projeção de crescimento de 3% em 2006, mas faz uma ressalva: a de que não haja desaceleração muito brusca nas economias americana e chinesa.

Para Ribeiro, esse aumento, não muito superior à taxa de 2005, pode ser atribuído a uma demanda interna mais aquecida, por políticas, monetária e fiscal, "esperadas em ano eleitoral".
"Discordo de quem diz que o crescimento acima de 3% já esteja dado. Seria isolar a economia brasileira de diversos riscos."

Pressão inflacionária
Para analistas, o crescimento potencial do PIB é de 3% a 4%. A expansão da demanda em 2006, afirmam, não tende a superar o crescimento da oferta agregada e não deve causar alta da inflação.
Como o crescimento foi menor que o potencial no ano passado, para ser preocupante, a taxa teria de ser "mais contundente, de 5%, "à la" 2004", diz Megale, que projeta o PIB em 2006 entre 3% e 3,5%.
"Investimentos privados que vêm sendo feitos e a estabilidade da inflação tendem a aumentar o potencial de crescimento no país", afirma.

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