A NOVA ROTA DA SOBREVIVÊNCIA 3
- A ERA DAS MÁQUINAS SOCIAIS
O fio que tece a trama entre os revolucionários da década de 1960 e a atual transformação da economia mundial é o trabalhador na rede inteligente - o indivíduo que personifica os valores centrados na pessoa da contracultura e tem a habilidade de usar as novas ferramentas para se expressar de inúmeras formas, em uma esfera pública repentinamente acessível.
Esses networkers precisam manifestar-se, encarar projetos por si mesmos e assessorar outros sobre qualquer assunto. Eles cultivam múltiplas identidades públicas e se sentem cômodos em todas elas.
Contrariamente ao que se pensa, as raízes de sua contracultura não reconhecem bandeiras, porque eles não temem romper os limites políticos, religiosos, educacionais ou de classe. O único indicador demográfico que os distingue é a faixa etária, dos 24 aos 35 anos.
Irônico, ou nem tanto, é que o foco apaixonado desses trabalhadores em rede, esse nó pessoal que é o "eu" no centro de um universo interconctado, pode dar um salto "não linear" e se converter em uma nova sensibilidade coletiva - em última instância, em uma inteligência coletiva. E, ainda, na base desse trabalho em rede há práticas cooperativas que redefinem o papel não somente do indivíduo, mas da totalidade.
Não se trata da visão clássica da "inteligência mecânica" no estilo Matrix, segundo a qual uma sociedade de "corpos" é escravizada por um cérebro coletivo. Parece mais uma visão profundamente sociável da inteligência, conforme a síntese de Howard Rheingold: "Todos nós somos mais inteligentes que qualquer um de nós".
(continua)


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