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sexta-feira, outubro 31

SUS gasta R$ 37 milhões por ano com fumo passivo

Agência Brasil, do Rio
31/10/2008
Fonte: Valoronline

O Sistema Único de Saúde (SUS) e a Previdência Social gastam anualmente cerca de R$ 37 milhões com doenças e mortes causadas pelo tabagismo passivo. O dado consta da pesquisa Impacto do custo de doenças relacionadas ao tabagismo passivo no Brasil, realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pedido do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
A pesquisa, divulgada ontem, tem como base gastos com o tratamento, no SUS, das mais de 2.600 pessoas não-fumantes que morrem anualmente, em todo o país, em conseqüência do fumo passivo, ou seja, da inalação constante de fumaça de cigarros fumados por outra pessoa. Apenas com esse tratamento, são gastos cerca de R$ 19 milhões.

Segundo o autor do estudo, o médico pneumologista e sanitarista Alberto José de Araújo, as mortes dessas pessoas também causam um impacto anual de cerca de R$ 18 milhões à Previdência Social, com o pagamento de benefícios a dependentes dessas pessoas. Ele explica que entre as principais vítimas do fumo passivo estão aquelas que moram com fumantes. "Uma vida saudável não combina com tabaco", disse o médico.

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quinta-feira, setembro 4

Setor de saúde responde por 5,3% do PIB brasileiro

Agência Brasil, do Rio
04/09/2008
Fonte: Valoronline

As atividades de saúde no Brasil geraram R$ 97,3 bilhões, o que representou 5,3% da economia do país medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) de 2005. Os dados são da pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a economia da saúde entre 2000 e 2005. O PIB referencial para o cálculo foi de R$ 1,8 trilhão.

Os resultados também apontam que houve aumento no número de postos de trabalho, que, em 2005, passaram de 4% do total de postos no país. Foram registrados cerca de 4 milhões de postos de trabalho, sendo mais da metade com vínculo formal. O rendimento anual dos trabalhadores nas atividades relacionadas à saúde foi de R$ 15,9 mil.

As famílias são responsáveis por 60,2% do consumo de bens e serviços de saúde, o que significa que os gastos familiares com saúde correspondem a quase 5% do Produto Interno Bruto (PIB). A administração pública ficou em segundo lugar, com gastos que alcançaram mais de R$ 66 bilhões, ou 3,1% do PIB.

Segundo Ricardo Moraes, economista do IBGE, os dados provam que a saúde não representa apenas despesa, como também geração de renda. "Assim como a geração de energia elétrica aumenta a produção e o PIB do país, a saúde também. Ela gera serviços que são consumidos pela população e isso gera aumento de renda. A gente está criando produção, pagando salários, oferecendo serviços", disse.

Um outro dado da pesquisa mostra que o número de internações no Brasil vem diminuindo ao longo dos anos, uma tendência mundial, como explicou Moraes. Segundo ele, com o progresso tecnológico no setor de saúde, hoje os pacientes podem resolver vários problemas de saúde com tratamentos e procedimentos ambulatoriais, e ir para casa.

O estudo é resultado de trabalho conjunto do IBGE com Ministério da Saúde, Fiocruz, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A pesquisadora da Fiocruz Angélica Borges dos Santos acredita que a maior contribuição do trabalho é oferecer possibilidades de explorar informações financeiras inéditas. "Colocando isso na rua, a gente ganha novos adeptos, pessoas que vão fazer análises e melhorar nossa capacidade de analisar o setor."

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