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quinta-feira, dezembro 18

O que está tirando o sono dos presidentes

Por Stela Campos, de São Paulo
17/12/2008
Fonte: Valoronline

Existem três temas principais que estão tirando o sono dos presidentes de empresas brasileiras neste fim de ano: a necessidade de promover uma redução de custos em suas companhias, as demissões que provavelmente terão de fazer e as ações do governo relacionadas à crise. Pesquisa realizada com 532 comandantes de companhias no país, 30% com faturamento acima de R$ 5 bilhões, entre novembro e o início de dezembro, mostra que a maioria dos dirigentes espera que a crise tenha um impacto negativo nos negócios em 2009. Depois de crescer em ritmo acelerado nos últimos anos, eles afirmam que precisarão adequar suas estruturas, moldadas para outra realidade. Embora vislumbrem um cenário ruim nos próximos meses, 83% acreditam que sairão da crise com planos de crescimento redimensionados e fortalecidos.

Para reposicionar o negócio em um novo cenário econômico turbulento, a palavra de ordem entre os presidentes é ser espartano e até conservador em suas organizações. No estudo conduzido pela pesquisadora Betania Tanure, da Fundação Dom Cabral e PUC Minas, 85% dos executivos dizem que a crise terá um impacto negativo ou muito negativo nos negócios. "Nossas jovens multinacionais estão desesperadas. Elas não têm um portfólio internacional equilibrado, justamente porque são novas e estão vivendo sua primeira crise mundial", diz. Quase 90% dos comandantes afirmam que antes de o cenário escurecer mundialmente este ano, suas companhias, em especial aquelas com faturamento superior a R$ 5 bilhões, estavam muito focadas em crescimento. Agora, os esforços estão voltados para a redução de custos. "Todo investimento precisará justificado e associado a um benefício", afirma Betania.

O presidente da Fiat, Cledorvino Belini, diz que treinamento, por exemplo, é investimento e não custo, mas neste momento "tudo que sai do caixa está automaticamente cancelado". O que tem tirado seu sono nos últimos meses é a preocupação em estabelecer uma estratégia para sair da crise. A Fiat vive hoje em regime de austeridade. O mercado de automóveis já caiu 30% este ano, segundo ele. "Cortamos viagens e demos férias coletivas", conta. A companhia ainda está decidindo se haverá necessidade de demitir. "Mantemos um mapeamento dos talentos estratégicos", revela.

Na pesquisa, mais de 50% dos entrevistados disseram que a redução de pessoas no nível operacional e gerencial está em fase de decisão, implementação ou está decidida e não implementada. "Neste momento será preciso separar o joio do trigo, manter os mais competentes e depois administrar a competição interna", diz Betania Tanure.

Aos 59 anos de idade e 35 de Fiat, Belini conta que já enfrentou muitas turbulências e hoje faz a lição de casa estudando o passado. "Essa crise é bem diferente das outras, pois é externa e não interna, como as anteriores", diz. Ele lembra que na crise do petróleo de 1982, quando comandava a área de tratores da companhia, as vendas despencaram de 130 unidades ao mês para 9. No Plano Collor, elas caíram 40% por cinco meses consecutivos. "Acredito que vamos sair dessa até 2010", diz. Para ele, o Brasil ainda tem um mercado grande a ser explorado no setor automotivo. "Se quisermos ter um carro para cada dois habitantes, teremos que vender mais 75 milhões de automóveis", diz. Ele diz que os problemas conjunturais não podem afetar essa visão de longo prazo.

Para o diretor-presidente da mineradora Samarco, José Tadeu de Moraes, 53 anos, pensar no longo prazo é uma questão de sobrevivência nesse momento. "A maturação dos negócios em muitos setores leva anos", lembra. Sua companhia também aderiu a um regime de austeridade financeira. Foram cortadas viagens e alguns treinamentos foram postergados. "Só mantivemos o que era necessário para tocar a operação", diz. Depois de ter dado férias coletivas aos funcionários pela primeira vez nos anos 80, a Samarco repetiu a medida. Seus empregados só voltarão ao trabalho em janeiro. "É preciso ganhar fôlego para atravessar esse período", diz. A companhia investiu US$ 1,5 bilhão em seu plano de expansão este ano. A segunda etapa desses investimentos continua prevista para 2010.

O grande desafio, segundo os presidentes entrevistados, é equilibrar a redução de custos com os planos de crescimento. "Não dá para saber exatamente o impacto dessa crise e a sua duração", diz Moraes. Se para os executivos mais experientes como ele o futuro é motivo de apreensão, para os mais jovens este é um momento de intensa ansiedade. Existe uma geração de líderes que chegou ao topo nos últimos anos e não atravessou outras crises. "Eles estão muito pessimistas ou otimistas demais. Na verdade, não conseguem dimensionar o que está acontecendo porque não viveram nada parecido", acredita Betania Tanure. "O executivo brasileiro que foi durante anos reconhecido pela competência em empreender em ambientes de crise agora está perplexo."
Na pesquisa, quem está no topo da pirâmide parece estar mais pessimista do que aqueles que ocupam cargos gerenciais. "Isso pode significar que as empresas estão operando com dois parâmetros diferentes, o que é muito ruim", diz a pesquisadora. Para ela, fica claro que a mensagem não está sendo levada adiante dentro das organizações. "Assim fica mais difícil comprometer as pessoas neste momento", diz.

Embora os dirigentes menos pessimistas sejam aqueles cujos negócios estão voltados para o mercado interno, segundo a pesquisa, existem outros que enxergam neste momento uma oportunidade de expandir suas operações no exterior. "Temos um produto barato e queremos ser uma marca global", diz Márcio Utsch, 49 anos, presidente da Alpargatas, referindo-se às sandálias da marca Havaianas, um dos carros-chefe do grupo. "Em toda crise conseguimos crescer, acho que não será diferente desta vez", acredita. Ele diz que implantou um programa de redução de custos em julho deste ano. "Fizemos uma reengenharia na fabricação de nossos produtos", diz. Utsch conta que conseguiu fechar o ano cumprindo as metas estabelecidas. "Vamos ver agora o que acontece com o varejo", diz.

Utsch acredita que o Brasil está bem posicionado em relação aos outros países considerados emergentes. "É o mais bem estruturado com uma política constante que favorece os investidores", diz. Para ele, o papel do governo brasileiro será muito importante para as companhias no ano que vem.

A maioria dos dirigentes pesquisados apontou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, como aquele que garante equilíbrio ao governo. Outros se mostraram preocupados com o posicionamento do Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, frente a onda de desemprego em uma ano eleitoral. O presidente da Fiat diz que a redução do IPI já melhorou as vendas e foi uma medida concreta do governo em relação à crise. "Como líderes temos a obrigação de não deixar que ela chegue no Brasil como um tsunami, mas sim como uma marola", diz.

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segunda-feira, dezembro 8

Novas regras para a publicidade

De Brasília
08/12/2008
Fonte: Valoronline

A forte restrição na propaganda de alimentos com elevados teores de açúcar, sódio e gordura trans e de baixo teor nutricional é outra difícil adaptação que, muito provavelmente, terá de ser encarada pelas indústrias. Está em fase de consolidação as 254 sugestões à proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para maior regulação das ações de publicidade e marketing desses produtos. As propostas foram levadas por 80 representantes do setor, 71 pessoas físicas, 62 organizações da sociedade e do governo e 35 instituições de combate ao câncer.

Segundo a Anvisa, a Consulta Pública Nº 71 de 2006 recebeu 134 sugestões gerais, o que significa 16,98% das 789 manifestações originadas das 254 contribuições. Em segundo lugar, vêm 117 sugestões de mudança do artigo 2º, que estabelece 30 definições dos conceitos de alimentação saudável, baixo teor nutritivo, consumo excessivo, amostra grátis, promoção, brinde, prêmio, entre outras.

Em terceiro lugar, vieram 94 sugestões de alteração da redação do artigo 1º, norma básica do regulamento que não se aplicará às frutas, verduras e legumes frescos, refrigerados e congelados, carnes frescas refrigeradas e congeladas, leite e iogurte, bebidas alcoólicas, aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologias.

Foram 76 contribuições para mudar também o artigo 4º. Essa norma traz grandes restrições à propaganda e à promoção desse tipo de alimento e ainda obriga que a indústria publique alertas sobre os perigos do consumo excessivo. Em quinto lugar , estão empatadas as 59 sugestões de mudança na redação dos artigos 5º, 15º e 16º. O artigo 5º também limita a propaganda de alimentos processados estabelecendo 14 proibições. Entre elas, estão a comparação com o leite materno e o desestímulo ao aleitamento materno. O artigo 15º proíbe incentivos financeiros ou materiais para instituições de ensino. O artigo 16º impede que, em campanhas sociais, as indústrias de alimentos mencionem nomes de seus produtos e veiculem que participam desse tipo de atividade na propaganda de alimentos. (AG)

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Assembléias online já podem começar

Por Graziella Valenti, de São Paulo
08/12/2008
Fonte: Valoronline

Estão acabando as desculpas para os baixos índices de comparecimento dos acionistas às assembléias das companhias abertas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em meados deste ano, já havia divulgado o entendimento de que os votos das assembléias poderiam ser colhidos eletronicamente. Mas ainda faltava o meio oficial para isso acontecer. Agora não falta mais. A MZ Consult começa a oferecer, a partir de hoje, o serviço Assembléias Online.

Foi uma consulta realizada pela empresa de serviços de relações com investidores para empresas abertas que gerou o posicionamento do colegiado do regulador sobre a questão. Em 2009, todo o entendimento da autarquia sobre assembléias deverá ser alvo de uma instrução.

A partir daí, ficou claro que era o fim da burocracia. E também das justificativas dos fundos de investimentos e dos acionistas para não participar de decisões relevantes das empresas.
Argumento bastante usado, especialmente no Brasil, onde a Lei das Sociedades por Ações obriga a realização das assembléias nas sedes sociais das empresas - muitas vezes, longe dos centros financeiros do país.

A CVM disse que já é possível que a procuração de voto seja oferecida e enviada pela internet e que, para tanto, seja usada uma assinatura digital - seja a concedida pela autoridade brasileira de certificação, ICP, ou de tecnologia própria. A transmissão do encontro na web também é possível , desde que com acesso restrito aos acionistas.

O serviço que será oferecido pela MZ Consult terá certificação digital, para as votações, da Certisign. O ambiente eletrônico desenvolvido prevê, além do serviço de procuração, espaço para manual de assembléias, recomendação de voto feita pelo conselho e também um blog para os acionistas.

Para votar, o acionista precisará apenas emitir seu certificado digital - que prevê a entrega de documentos assinados e reconhecidos em cartório à MZ Consult, mas uma única vez. A partir do momento que obtiver sua assinatura eletrônica, não há mais necessidade de lidar com documentos físicos. De posse da senha, poderá votar em todas as empresas na qual for acionista e que tiverem contratado o serviço Assembléias Online. A informação será apenas eletrônica. José Luiz Poço, presidente da Certisign, explica que a autorização para uso pode ser fornecida rapidamente depois que a MZ Consult der o aval, após verificar os documentos. "É algo possível em um ou dois dias, no máximo."

Rodolfo Zabisky, fundador da MZ Consult, explica que o conteúdo disponível no serviço é de responsabilidade só da companhia. A expectativa dele é que as empresas contratem, inicialmente, o serviço básico, que oferece a possibilidade dos votos eletrônicos. O serviço custará R$ 47 mil anuais às empresas, o que inclui os trabalhos para três assembléias e até 300 procurações por encontro. Caso esses números sejam ultrapassados, haverá taxas adicionais previstas.

Há ainda diversos serviços complementares, como o blog, onde os investidores da empresa poderão emitir opiniões sobre as pautas e a transmissão dos encontros na web. Flávia Andraus, do escritório que atua no suporte jurídico da ferramenta, o Tauil & Chequer Advogados, associado à Thompson & Knight LLP, destaca que a empresa terá a prerrogativa de solicitar a retirada do serviço de blog caso perceba que está sendo utilizando de maneira indevida, como para espalhar boatos ou informações privilegiadas. "Haverá um manual de ética para os usuários do blog."

A segurança do serviço do Assembléias Online será auditada pela Ernst & Young. "É um processo contínuo, para evolução do ambiente repositório dos dados das empresas", afirmou Henrique de Oliveira, sócio da área de tecnologia da firma de auditoria.

Segundo Zabisky, o serviço poderá ser usado também pelos fundos de investimentos. Dessa vez, não para votarem nas empresas investidas, mas sim no relacionamento com seus cotistas. "É um mercado enorme."

A participação dos acionistas em assembléia está passando por um grande processo de mudança no Brasil, especialmente, após o fortalecimento do Novo Mercado - ambiente no qual só são aceitas ações ordinárias, com direito a voto. Com isso, os acionistas têm o direito de participar ativamente nas reuniões. Nesse cenário, está aumentando a cobrança para que as empresas facilitem o processo de votação, com melhor material sobre a pauta e também serviços de procuração. Como contraparte, a expectativa é que os investidores sejam diligentes em seus votos.

Nos Estados Unidos, o sistema de procuração para voto também está em debate. " A Shareholder Communications Coalition, organização composta de cinco entidades, lançou, em outubro, uma campanha para aperfeiçoar a participação dos acionistas nas assembléias. Fazem parte do esforço a criação de um website que mostrará os desafios em torno da questão e uma mobilização para a revisar o atual sistema de procuração. De acordo com a coligação, a revisão das normas é necessária diante de uma série de práticas abusivas resultantes de aluguel de ações e do uso de derivativos complexos que disfarçam a presença de investidores. Uma das reclamações dirige-se aos hedge funds que usam tais mecanismos para ampliar seus votos sem chamar a atenção e assim influenciara votação.

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Mobilidade como sinônimo de eficiência e qualidade de vida


Jairo Okret

08/12/2008

Fonte: Valoronline

O número de executivos que vivem e executam suas atividades profissionais e pessoais com o auxílio de aparelhos móveis de comunicação aumenta a cada dia. Segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT), o número de telefones celulares no mundo pode chegar a quatro bilhões até o fim do ano. O Brasil, 5º maior mercado e um dos que apresenta maior crescimento na área, deverá em breve alcançar a marca dos 150 milhões de aparelhos celulares em uso.


Embora esse crescimento seja verificado em diversos segmentos, um dos maiores destaques é o uso profissional, permitindo a comunicação intensiva por meio de voz e dados, aliada à mobilidade pessoal. Uma evidência deste fenômeno está na crescente visibilidade dos smartphones. Outro sinal é a inclusão de aparelhos móveis (celular, PDA, laptops etc.) entre os benefícios oferecidos pelas empresas ao lado de outros mais tradicionais, como plano de saúde.

Esta tendência é reforçada por três fatores: mudança organizacional com estruturas de organizações matriciais e a mobilidade como uma alternativa à mudança física; mudança tecnológica com disponibilidade de coberturas e velocidades adequadas e a integração com as soluções corporativas; e ainda a mudança cultural com o executivo em busca do equilíbrio entre uma atividade profissional altamente exigente e sua vida pessoal.


O uso de recursos tecnológicos pode envolver o cargo ou a natureza do negócio. A atuação de profissionais de vendas, ou de postos estratégicos, como o CIO de uma empresa, requer estas ferramentas. Se, por exemplo, acontece algum problema com a parte de TI de uma empresa, o primeiro executivo a ser procurado pelo CEO é o CIO, que tem de estar ciente dos acontecimentos e ser capaz de resolvê-lo, mesmo a distância. Há quem diga que celulares atrapalham a privacidade do profissional, mas, diante das necessidades atuais, nossas pesquisas demonstram que seu efeito real é permitir que o executivo ganhe em qualidade de vida. Ele pode resolver os problemas muitas vezes sem ter de sair de casa.


Temos observado como executivos se adaptam e obtém vantagem das novas tecnologias.

Recentemente estive reunido com um presidente de empresa. Ao sentar-se, ele imediatamente colocou seu smartphone sobre a mesa. Ele me disse que sentia que o celular era para ele como a clava para o homem pré-histórico - sair da caverna sem ela seria colocar a vida em risco e possivelmente não conseguir trazer caça para casa. Este executivo está constantemente em movimento, visitando clientes, longe de sua família, mas mesmo assim se mantém em contato próximo; Outros executivos, no entanto, demonstram mais dificuldades e o celular se torna um elemento perturbador, interferindo em reuniões, interrompendo conversas e fazendo com que o trabalho invada seu lar e suas atividades de lazer. Um grupo menor rejeita a mobilidade, não encontrando valor ou facilidades e se recusando a possuir ou utilizar os dispositivos de comunicação móvel.


Ainda é prematuro dizer como será o processo de adaptação dos executivos à comunicação móvel. Mas está claro que a mobilidade chegou para ficar e este cenário global aponta para a existência de um novo conjunto de habilidades necessárias para os profissionais que desejam e precisam tomar decisões com agilidade e de qualquer lugar. Estas habilidades são possíveis de serem identificadas por meio de um processo de avaliação de competências. E existem várias maneiras de desenvolvê-las dependendo da demanda. A conscientização de que a mobilidade irá requerer mudanças importantes no perfil de competências é um passo importante a ser dado.


Jairo Okret é sócio-diretor da Korn/Ferry International

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sexta-feira, dezembro 5

Redes 3G dão impulso à área de telecomunicações

Gustavo Brigatto, de São Paulo
05/12/2008
Fonte: Valoronline

Com os investimentos das operadoras móveis nas redes de terceira geração (3G), o faturamento do segmento de telecomunicações deve fechar o ano de 2008 com um incremento de 21%, o maior entre os oito setores acompanhados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

A projeção é que o total chegue a R$ 21,13 bilhões, contra os R$ 17,46 bilhões de 2007. "O que aconteceu em 2008 é uma prova de que o leilão da 3G precisava ser feito", diz Paulo Castelo Branco, diretor da área de telecomunicações da Abinee. Em volume de receitas, as telecomunicações só devem perder para a área de informática, que está caminhando para um crescimento de 11% frente aos R$ 31,44 bilhões do ano passado.

Doze milhões de computadores devem ser vendidos este ano, sendo 38% notebooks. Equipamentos comprados no mercado paralelo, o "mercado cinza", continuarão a responder por 35% do mercado, o mesmo que no ano passado.

Segundo a Abinee, o setor de eletroeletrônicos deve crescer 11% este ano, com um faturamento de R$ 123,71 bilhões. "A crise financeira mundial ainda não afetou significativamente o crescimento do setor, pois os investimentos e a atividade do país ainda não pararam", disse o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

As variações do câmbio, no entanto, terão reflexo na conta externa do setor em 2008. Na projeção da Abinee, o déficit no comércio de eletroeletrônicos registrará um aumento de 59% ante o ano passado, atingindo US$ 23,42 bilhões.

Mesmo com as incertezas quanto ao rumo da economia e os impactos da atual crise no Brasil, a Abinee mantém uma expectativa positiva para o próximo ano. "A crise é até providencial", avalia Barbato, afirmando que há necessidade de se colocar ordem na economia. Para ele, 2009 não deve ser uma "catástrofe", e é "factível" que o setor cresça entre 6% e 7%.

Projetos de automação industrial, investimento em linhas de transmissão de energia elétrica, obras do Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC), expansão da cobertura da 3G e a chegada de outras tecnologias como o WiMax serão os impulsionadores do movimento. (Colaborou Vanessa Dezem, do Valor Online)

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Sorvetes e água de coco com cartão

Carolina Mandl, do Recife
05/12/2008
Fonte: Valoronline

Para aumentar o número de transações com cartões de crédito e de débito, a VisaNet decidiu ir às praias nordestinas. A partir deste verão, vendedores ambulantes do litoral aceitarão as tarjetas com a bandeira Visa. Depois de um teste feito em Natal com o meio de pagamento de plástico, 250 sorveteiros da Kibon já estão na areia com as máquinas que aceitam o pagamento em débito. Outros 11 vendedores de água de coco da orla da praia de Boa Viagem, no Recife, também recebem o cartão. Em Salvador, a Visanet credenciou os vendedores de espetinho de camarão, em parceria com uma empresa chamada Camaretto.

Hoje, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito, o valor médio de cada transação feito com os plásticos é de R$ 62, bem distante ainda do preço de um coco ou de um picolé. "Queremos que o plástico esteja em todos os lugares. E neste verão, acreditamos que o turismo no Nordeste vai aquecer. Com o dólar mais caro, muita gente vai viajar pelo Brasil", afirma Fábio Camarotti, diretor comercial da Visanet para a região. A dificuldade, segundo o executivo, é encontrar vendedores legalizados, que tenham permissão das prefeituras para oferecer os produtos.

Para conseguir penetrar neste tipo de comércio, a Visanet teve de se adequar ao perfil dos vendedores. Como os produtos oferecidos por eles têm preço baixo, o aluguel da máquina de passar o cartão é mais barato. Enquanto alguns estabelecimentos pagam mais de R$ 100, quem vende coco desembolsará R$ 39, e no início há um desconto de cerca de 70% neste valor.

Segundo Camarotti, isso foi possível porque a Visanet desenvolveu um tipo de máquina mais simples e barata. "Além disso, podemos usar equipamentos de segunda mão, que já não estão sendo usados em outros tipos de comércio", diz. Mas pagam um valor por operação como os demais comerciantes. A vantagem, na visão de Camarotti, é a segurança e o fato de que o cliente acaba comprando mais com o cartão em mãos.

Outras iniciativas em busca do comércio mais popular estão sendo feitas pela Visanet. Em Fortaleza, os cartões já são aceitos por tapioqueiras. Em Florianópolis, passageiros podem pagar o ônibus fazendo débito em conta, sem a presença do cobrador.

Em setembro, depois de fazer oferta de ações no exterior, a Visanet planejava lançar papéis no Brasil. Porém, com a crise financeira mundial, a empresa decidiu paralisar o processo. (Colaborou Vanessa Jurgenfeld, de Florianópolis)

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Consumidor brasileiro ignora situação nos EUA

De São Paulo
05/12/2008
Fonte: Valoronline

No fim da manhã de domingo, a General Motors e seus concessionários ocuparam uma parte do aeroporto do Campo de Marte, em São Paulo, para tentar desovar o seu estoque em um grande um feirão. Somente nesse dia, 10 mil veículos zero-quilômetro e seminovos foram alinhados em longas fileiras.

O casal Irte e Elizabeth Garcia até pensaram em trocar sua picape S-10 ano 2000 por um veículo mais novo. "Nem pensar", concluiu Elizabeth depois de uma volta pelo feirão. A picape vale no mínimo R$ 45 mil. Mas nas atuais condições de falta de crédito ninguém oferece mais do que R$ 20 mil.

O casal deixou o Campo de Marte disposto a permanecer com seu veículo. Trocar de marca também está fora de cogitação. A crise da GM nos Estados Unidos não os preocupa. É também Elizabeth quem responde: "Todas as montadoras americanas estão em crise".

Próximo a eles, Márcio, outro consumidor que diz ter ido ao feirão apenas por curiosidade, não considera a possibilidade de recusar a compra de um carro da GM só por conta da crise na empresa. "Na hora de trocar as peças GM é melhor do que Ford", justifica.

A reação do consumidor brasileiro à possibilidade de a empresa falir não interfere na sua decisão de compra, segundo o especialista em varejo de veículos, Francisco Trivelato. Segundo ele, os produtos continuam sendo produzidos "com qualidade e a empresa tem uma rede de concessionários muito forte". "O consumidor percebe a força da marca pela estrutura da rede e pelo uso do produto", completa.

Seja como for, o desempenho da GM foi pior do que o do mercado geral no Brasil em novembro. As vendas da marca caíram 32% enquanto a venda total de veículos recuou 25,66%. (MO)

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sexta-feira, novembro 28

'RG digital' pode ampliar os negócios

De São Paulo
28/11/2008
Fonte: Valoronline

O mercado de cartões inteligentes pode ganhar um novo - e grande - segmento nos próximos anos, se sair do papel um projeto do governo para digitalizar o RG dos brasileiros.

A Polícia Federal anunciou em julho que pretende começar em 2009 a implantação do chamado Registro de Identificação Civil (RIC). O projeto prevê a utilização de um cartão de identidade com itens de segurança como fundos complexos, tintas e efeitos óticos especiais, além de chip para armazenamento de dados biométricos e certificado digital.

A intenção é que em nove anos 150 milhões de brasileiros tenham o seu número de registro digital. A partir do terceiro ano do projeto, 80 mil pessoas poderão ser cadastradas a cada dia, com meta de 20 milhões por ano.

Os fabricantes já preparam suas áreas de identificação e segurança para atender o governo.
O RIC foi instituído pela lei 9.454/1997, sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. O texto previa prazos de 180 dias para sua regulamentação e de 360 dias para o início de sua implementação.

Onze anos depois, no entanto, a idéia ainda não saiu do papel. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid), uma das dificuldades era a falta de tecnologia para implantá-la.

A proposta de regulamentação da lei está no Ministério da Justiça. A expectativa é de que ela possa ser enviada à Casa Civil e à Presidência da República neste ano.

A Abrid estima que a implantação do RIC vai gerar economia de R$ 1 bilhão anual com a prevenção de fraudes. (GB)

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quinta-feira, novembro 27

Jovens estudantes, podem contar tempo e aposentar

27/11/2008
Fonte: www.manualdocontador.com.br
GAB - GRUPO DE AMIGOS DO BARRETO

JOVENS PODEM CONTAR TEMPO DE ESTUDANTE PARA APOSENTADORIA
Fonte: MPS/SC - 17/11/2008 - Texto adaptado

A Previdência Social registra a passagem do Dia do Estudante lembrando que todo jovem a partir dos 16 anos pode se inscrever no Regime Geral da Previdência Social. Estudantes, bolsistas e estagiários, remunerados ou não, também podem ser segurados, contribuindo com o INSS na condição de segurados facultativos.

Como segurado, o estudante passa a dispor de todos os benefícios previdenciários.“Além de começar a prover sua aposentadoria futura, o estudante garante para si e para seus dependentes amparo em caso de maternidade, doença, morte ou reclusão”.

Com base no princípio da universalidade da cobertura e do atendimento, a Previdência oferece a possibilidade de contribuição para estudantes como segurado facultativo na forma de pagamento padrão ou dentro do Plano Simplificado.

Na modalidade dos facultativos entram com as pessoas que não têm renda própria e não exercem atividade remunerada, como donas de casa e desempregados. Nesta modalidade, os estudantes poderão optar em recolher:

11% (onze por cento) sobre o limite mínimo mensal de salário-de-contribuição (salário mínimo);
ou

20% (vinte por cento) sobre a remuneração.

Para essa segunda forma, a contribuição é de 20% sobre a remuneração, que pode variar entre um Salário Mínimo R$ 415,00 e o teto de R$ 3.048,99, com direito a todos os benefícios.

A grande vantagem dessa opção é que o estudante pode contar esse tempo como facultativo para se aposentar por tempo de contribuição, que são 35 anos para o homem e 30 anos para a mulher, independentemente da idade. Além disso, o estudante fica assegurado no caso de incapacidade para as atividades que exerce.

Já com relação à primeira opção, trata-se do Plano Simplificado da Previdência Social. Como parte da política de inclusão, o Plano oferece uma redução na alíquota de contribuição, que passa de 20% para 11% sobre o salário mínimo.

Apesar de mais barata, a opção dá direito à aposentadoria por idade, mas não à aposentadoria por tempo de contribuição e o salário de referência não pode ser superior ao mínimo. Podem aderir a essa modalidade donas de casa, estudantes, desempregados e contribuintes individuais, com direito a todos os outros benefícios.

A inscrição na Previdência Social é a garantia de que se acontecer algum infortúnio, o estudante estará assegurado. Em caso de ter filhos, seus dependentes terão direito à pensão por morte e auxílio-reclusão.

Para se inscrever, o melhor caminho é ligar para o 135 ou entrar na página da previdência www.previdencia.gov.br ou, ainda, comparecer à Agência da Previdência Social mais próxima do seu local de residência, munido de documento de identidade e CPF.

Barreto
Seu amigo contabilistaTrabalhando para a classe contábil desde 12/2002inserido em 25 Nov 2008

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segunda-feira, novembro 10

Cada plástico dá lucro de R$ 60 para os bancos

De São Paulo
10/11/2008
Fonte: Valoronline

Um cartão de crédito dá lucro médio antes dos impostos de R$ 60 para os bancos após cinco anos de uso, revela o estudo "Rentabilidade em meios eletrônicos de pagamento", elaborado pela CardMonitor e obtido com exclusividade pelo Valor.

Dentro dos cartões, o crédito é o mais lucrativo. Um cartão de loja, que só pode ser usado naquele estabelecimento, tem lucro médio antes dos impostos de R$ 7. Já um cartão "híbrido", emitido por uma loja, mas com bandeira da Visa ou MasterCard, dá ganho de R$ 20 para o emissor após cinco ano. Isso porque o gasto médio de um cartão de crédito convencional é de R$ 2,5 mil por ano, enquanto no de loja é de R$ 436.

Os 60 meses para o banco conseguir esse retorno decorrem dos investimentos que a instituição faz para adquirir o cliente, que inclui desde propagandas, telemarqueting, acordos com lojas e malas diretas, conta José Roberto Neves, sócio da CardMonitor e um dos autores do levantamento. No início, o cartão dá prejuízo, por conta desses gastos. No 27º mês, o plástico deixa de dar prejuízos e começa a gerar ganhos (o chamado "payback"). A partir daí, é só lucro.
O estudo mostra também que a anuidade ainda é fonte importante de receita para os bancos. Responde por 19% do que a área de cartões arrecada. A maior fonte de recursos são as receitas financeiras, como os juros cobrados no crédito rotativo, por exemplo.

Para ganhar consumidores, alguns bancos vêm oferecendo cartões sem anuidade. "A prática é excelente para ganhar mercado, mas compromete a rentabilidade", diz José Antonio Camargo de Carvalho, sócio da CardMonitor. O lucro médio de R$ 60 após cinco anos cairia para R$ 40 com isenção da primeira anuidade e para R$ 6 com isenção total. A razão é que a anuidade tem impacto direto no lucro, porque a ausência dessa taxa não reduz nenhum custo. Assim, toda queda na receita é transferida diretamente para o lucro.

O estudo mostra ainda que quando uma loja decide colocar uma bandeira como Visa ou MasterCard em seu cartão, os gastos daquele plástico aumentam em média 70%. Dependendo do setor, o aumento chega a 120%.

A CardMonitor começou a operar no mercado este ano. Criado por Carvalho e Neves, ambos com passagens pela Credicard e outras companhias do setor, a empresa tem como objetivo fazer análises dos cartões.

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sexta-feira, novembro 7

Devo, não nego...

03/11/2008
Fonte: www.classecontabil.com.br

Não é de hoje que o problema de acúmulo de dívidas traz dor de cabeça para as famílias. É comum termos carnês, cheques “pré-datados”, a tradicional caderneta. O crédito faz parte das relações comerciais, e nunca foi tão fácil ter crédito como está sendo hoje em dia.As instituições financeiras facilitam na hora de lhe fornecer um cartão de crédito, muitas vezes com limites que ultrapassam sua renda, ou, quando não lhe dão um limite bom, não lhe impedem que você faça vários cartões, afinal, este é o “ganha pão” das empresas financeiras.O cheque, grande vilão no passado, perdeu um pouco a força para o cartão, mas ambos têm algo em comum: a grande taxa de juros que são pagos sobre o saldo que não se pagou.

Parece brincadeira, mas não é. Seja no uso do limite de uma conta especial ou no parcelamento ou não pagamento de uma fatura de cartão de crédito, você acaba entrando em uma situação que pode não ser fácil, como realmente não é, de sair.

Mais do que os juros pagos, que vão de 8% a 15% com uma facilidade incomparável, amparados por legislação própria até, o fato de se pagar juros sobre os juros faz com que, uma pequena dívida se torne uma grande dívida em pouco tempo. E como fazer para não acontecer isso?Uma das dicas mais usadas, e que às vezes geram impacto a que recebe, é: pague a vista! Claro que para bens de consumo de baixo valor isso é fácil, mas normalmente entramos em dívida quando buscamos algo de maior valor, seja um carro ou um celular de última geração.Nesse momento o consumismo fala mais alto e deve ser controlado. Pergunte-se: Realmente eu preciso disso? Se precisar, isso pode esperar ou tem que ser já?

Não vamos esquecer que muitos para entrar na moda acabam entrando na dívida.Nessa situação entra a segunda dica: planejamento e controle.Básico na administração, planejamento e controle são fundamentais para que as empresas não quebrem. Então, por que não trazer esta prática para a vida das pessoas?

Uma prática de controle e planejamento é o orçamento doméstico (ou familiar). Neste momento, você pode usar um caderno ou o computador (aquele que você comprou em prestações). Relacione tudo o que se tem para pagar, vencendo e vencido. Por favor, aqui não é hora de colocar o que você pretende gastar, estamos tentando pagar o que você gastou. Relacione todas as suas fontes de renda, tudo o que você efetivamente ganha mensalmente. Ordene tudo por data.Compare. Será que você está gastando mais do que ganha?

Uma terceira dica: negociar não é vergonha. Muitas pessoas correm de seus credores. Nunca mais entram naquela loja que ficou devendo. Não atendem mais o celular, que hoje só recebe ligação (até perder a linha).

Correr da divida não indica seu fim. Muitas empresas têm diversos recursos para lhe cobrar: colocam seu nome no Serviço de Proteção de Crédito (SPC), um oficial de justiça pode bater na sua porta por causa de uma execução judicial, etc. Então, para que esperar isso?De posse de seu planejamento, negocie suas dívidas, seja um bom devedor. Somente negociando você saberá se conseguirá pagar menos do que o valor que está devendo hoje. Mas é muito Importante que você cumpra o que foi negociado.

Outra dica: só se guarda aquilo que sobra! Novamente você vai precisar de seu orçamento. Conheço um caso em que a pessoa tinha uma poupança de R$ 500, para uma emergência, e estava usando seu cheque especial (limite) em R$ 500. Guardar dinheiro para uma emergência é correto, evita que você acabe fazendo dívida, gastando o que não tem, deve ser um compromisso. Contudo, ter R$ 500 em uma conta poupança, que lhe dará rendimento de pouco mais de 0,5% mês e ficar usando seu cheque especial de R$ 500 pagando juros de 8,5% ao mês é, no mínimo, estranho. Não é uma emergência (financeira) sair do seu cheque especial?

Voltamos nesse momento no velho e conhecido orçamento. O que deve ser guardado é o que se sobra, e você saberá o que sobrará pelo seu orçamento.

Mas como montar este orçamento?
Simples. Essa é uma sugestão: Em um pedaço de papel, faça quatro colunas (ou em uma planilha eletrônica). Ele será mensal, certo? Na primeira coluna será colocada a data (vencimentos), na segunda o valor a pagar (dívidas), na terceira os valores que você tem a receber (salário) e na quarta coluna o saldo (resultado do movimento). Isso tudo deverá estar ordenado por data. Pronto, você consegue ver melhor o que te espera?Esse orçamento é preciso? Não, depende da execução dele, de como você conduzirá sua vida financeira. Toda e qualquer mudança no que foi orçado deverá ser ajustado, para que você não perca o controle.

Com um orçamento, você poderá se planejar melhor. Poderá fazer uma previsão de quando poderá comprar alguma coisa. Será possível definir se pagará a vista ou a prazo, se a prazo em quantas vezes, o quanto poderá comprometer de sua renda, da renda de sua família.No final do orçamento, faça o do próximo mês, e assim por diante.

Com essas dicas e, principalmente, com seu controle e empenho, certamente você poderá começar a sair de suas dívidas, voltará a ter crédito. Melhor ainda, poderá consumir sem dor de cabeça.

Autor: Adolfo da Costa Senteioadolfosenteio(arroba)reval.net-->
Bacharelando em Ciências Contábeis pelo Instituto de Ensino Superior de Bauru - SP.
Esta e outras matérias você encontra no Portal da Classe Contábil.http://www.classecontabil.com.br

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quinta-feira, novembro 6

Regras de etiqueta - e-mail

05/11/2008
Fonte: Valoronline / Microsoft

E-mails exigem atenção para garantir desempenho e elegância.

* Prazo de resposta para e-mail interno: 24h

* Prazo de resposta para e-mail externo: 8h

* Quando não for possível cumprir prazos de resposta, programe uma mensagem automática explicando o motivo.

* Campo destinatário "Para": reservado para responsável pela ação ou interessado na informação.

* Campo destinatário "Cc": para alguem envolvido diretamente no assunto (pessoas em Cc não tem obrigação de responder).

* Campo destinatário "Cco": usado para tirar alguém da corrente (informe a todos no e-mail).

*Escrever "ação" no assunto: quando requisitar uma atitude do leitor, como alguma aprovação de proposta para um cliente.

* Estruture o e-mail com três partes: objetivo, para criar contexto; ação requerida e prazo, se possível com destaque; e histórico, que deve aparecer no final e em anexo se for muita informação.

* Evite: parágrafos longos, e-mail extensos e planos de cores que dificutem a leitura.

* Use recursos de importância e confidencialidade em anexos.

* Encaminhar: explique porque está encaminhando e faça um resumo do histórico.

* Antes de enviar, revise os campos principais, como destinatário, assunto e método.

Fonte: Micorsoft

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Companhias restringem o uso de e-mail entre gestores

05/11/2008
Fonte: Valoronline

Em 2003, quando os e-mails já ocupavam boa parte da rotina dos profissionais, mas ainda não haviam transbordado os limites dos computadores e chegado aos smartphones, companhias como a inglesa Phones 4U perceberam que o uso desenfreado desse meio poderia atrapalhar a comunicação. O presidente da companhia na época, John Cauldwell, radicalizou e proibiu o uso de e-mails por seus 2,5 mil funcionários. A alegação era de que havia gente demais mandando mensagens eletrônicas em vez de usar o telefone ou andar distâncias mínimas para conversar - o que se tornou ainda mais comum em várias organizações.

O Valor procurou a empresa para descobrir se as regras ainda estão em vigência, mas não obteve retorno. Entretanto, o site da empresa oferece vários endereços de e-mail para atendimento ao cliente, o que sugere que houve alguma flexibilização. Sem o mesmo radicalismo, mas com objetivos idênticos aos de Cauldwell, empresas brasileiras ou estrangeiras de diferentes setores também estão trabalhando para criar a cultura de uso consciente do e-mail. Enquanto isso não acontece, pesquisa da Qualibest com 1441 pessoas mostra que 63% usam as correspondências eletrônicas como base de sua comunicação dentro das empresas onde trabalham.

Mas a utilização inadequada do e-mail é mais do que um problema de comunicação, segundo Belmiro Ribeiro da Silva Neto, professor de marketing e de comunicação corporativa da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele diz que o e-mail é um excelente meio de contato para fazer follow up, passar dados, marcar compromissos e dar respostas rápidas. Porém, completa, é péssimo para outros fins, como dar feedback sobre pessoas e projetos e emitir julgamentos. "O uso do e-mail reflete burocracia e omissão da liderança, além do nível profissional da pessoa, sua maturidade e capacidade para trabalhar e se comunicar em equipe", afirma o professor.

Para resgatar a prioridade do contato pessoal e também evitar problemas causados pela falta dele é que empresas brasileiras e filiais de multinacionais estrangeiras estão criando práticas para promover o uso consciente e racional do e-mail.

A fabricante de produtos química Lanxess, por exemplo, há cerca de quatro anos, definiu que seria prioridade interna a interação ao vivo do pessoal. Assim, além de investir num ambiente com divisórias de vidro e canal de televisão próprio, os gerentes são proibidos de trocar e-mails entre si. "A comunicação direta traz velocidade à tomada de decisão", diz o gerente de recursos humanos da empresa química, Ludovico Martin.

O executivo afirma que a prática também evita reuniões e reduz o trabalho, porque o contato pessoal é mais rico. "A comunicação não é formada só por palavras", diz. A declaração é uma referência à teoria de Albert Mehrabian, professor da Universidade da Califórnia, que disse há mais de 25 anos que as palavras correspondem a apenas 7% da compreensão de um comunicado. Os elementos que mais contribuem para a entrega da mensagem, segundo ele, são a entonação de voz (38%) e a linguagem corporal (55%).

Na 3M também funciona assim, sem regras, mas com recomendações que servem de exemplo para os funcionários. O diretor de recursos humanos da empresa no Brasil, José Fernando do Valle, diz que um acordo firmado entre as diretorias dos setores de finanças, lean six sigma, supply chain e aquela que dirige, para evitar e-mails e enviar mensagens de no máximo cinco linhas, serve de modelo aos integrantes de suas equipes. A intenção é que no longo prazo, seja criada uma cultura de interação presencial. "São meios de deixar o processo de comunicação mais enxuto", diz.

O alerta para o uso moderado de e-mails se acentuou em janeiro deste ano, quando a corporação realizou o "dia sem e-mail". É uma data escolhida em que o trabalho é conduzido sem a troca de mensagens eletrônicas, iniciativa que deve ser ampliada no ano que vem. "O ideal é que façamos um dia por mês 'sem e-mail', mas não é fácil definir a data, porque temos muito contato com a matriz e as demais unidades", afirma. Valle, que durante a maior parte de sua trajetória profissional atuou como diretor do departamento financeiro, lembra que apesar de o uso gerar uma economia tangível com o armazenamento das mensagens em servidores de computador, o principal ganho é de produtividade e a promoção da cultura da comunicação.

Ainda que sem regras ou acordos, a CAS Tecnologia é outro exemplo do que pode ser chamado de "não incentivo ao e-mail". A empresa libera até mesmo o uso de ferramentas de mensagens instantâneas, mas não concorda com a troca de e-mails por pessoas que sentam perto umas das outras ou com clientes. "O correio eletrônico é frio e não é explicativo", reclama o diretor de operações da companhia, Domingos Iorio. Por isso, os executivos da empresa encorajam a todos os funcionários a resolverem dúvidas de clientes pessoalmente, assim como qualquer questão interna de negócios.

Segundo o diretor da CAS, a função do e-mail mudou para pior quando as pessoas passaram a usá-lo como forma de se isentar das responsabilidades, dizendo "mas eu te mandei um e-mail" ou para mostrar serviço para os superiores, copiando-os em recados. Isso significa usar corretamente os campos de destino da mensagem, a cópia e a cópia oculta. O assunto é tão delicado que já existem regras de "etiqueta" para e-mail. David Shipley e Will Schwalbe, por exemplo, escreveram um livro chamado "Enviar", um guia de como usar o e-mail com elegância. Na obra recém-lançada no Brasil pela editora Sextante, os autores usam experiências reais - e equívocos - para comentar as dificuldades enfrentadas com os e-mails.

Eles dizem que nos e-mails as pessoas podem não parecer elas próprias. "Ficam mais irritadiças, menos solidárias e se magoam com mais facilidade, o que as faz mais fofoqueiras e traiçoeiras", resumem em comunicado.

Além disso, as mensagens eletrônicas muitas vezes "enganam" o receptor. Os autores citam pesquisa da Associação Internacional de Profissionais de Administração, que mostra que 43% dos assistentes escrevem e enviam e-mails sob o nome do chefe e 29% têm permissão para apagar mensagens antes de serem lidas pelo superior.

Por isso, as próprias empresas - além de não encorajarem o uso de e-mails - estão criando manuais com regras. A Microsoft detalhou o código de conduta observando inclusive prazos de resposta e padronizando formas de se comunicar. Apesar disso, a empresa de tecnologia da informação Websense destaca que a questão pode ir além da etiqueta e produtividade. Trata-se também de segurança. "Hoje 90% dos vazamentos de dados nas companhias são acidentais", diz Marcos Prado, gerente de desenvolvimento de canais para América do Sul e Caribe da companhia. Se o usuário quer mandar um e-mail para alguém cujo endereço é "jpereira", mas com pressa digita apenas "jp" e em seguida "enter", para resgatar o histórico, pode enviar para outro destino, com início de endereço "jpaulo", que pela ordem alfabética aparece primeiro.

O ponto central é que por conta de segurança ou produtividade, todos os usuários de e-mail ficarão mais contentes e menos sobrecarregados se tiverem de investir menos tempo com tantas mensagens recebidas e caixas postais lotadas. Você não?

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segunda-feira, outubro 13

Jeans escuro e camisa social são a combinação da vez

Vanessa Barone, de São Paulo
13/10/2008
Fonte: Valoronline

O uniforme executivo para os dias casuais no escritório parece estar sofrendo uma crise de identidade. Calça cáqui e camisa pólo são esportivas demais. Calça de alfaiataria e paletó formam uma combinação muito formal, que acaba tirando o aspecto mais descontraído que se pretende com a roupa casual. A combinação do momento, que parece unir informalidade e elegância na medida exata, é o jeans escuro com camisa social. "O jeans escuro transmite uma imagem mais arrumada", atesta o estilista Ricardo Almeida, dono da grife masculina que leva seu nome. Segundo ele, a calça ideal tem corte reto, sem afunilar na barra.


Carlos Felipe Isaac, diretor de produto e de marketing da Vila Romana, concorda: o jeans escuro, com textura resinada, e uma bela camisa formam uma dupla imbatível. Essa textura resinada serve para deixar o jeans com aparência sofisticada. "Se quiser, o homem ainda pode usar um paletó mole, com pouca estrutura, por cima." Reconhecida por uma roupa mais clássica, a Vila Romana dispõe de duas modelagens de calças jeans, para atender homens dos mais conservadores aos modernos. Estes últimos pedem um modelo mais ajustado ao corpo - sem ser colante. "O importante é que o jeans vista bem", afirma o executivo. Com 55 anos de mercado, a Vila Romana passou por um processo de reposicionamento de marca, para virar referência também para os mais jovens. "A idade média do nosso público passou dos 50 para os 35 anos."


Segundo a consultora de imagem Gabriela Centurion, o figurino pode ser casual, mas isso não significa andar desleixado. Afinal, no ambiente corporativo todo cuidado com a imagem é pouco. Por isso, é essencial investir em roupas de qualidade - e cuidar dos detalhes. "A barra da calça jeans é super importante", diz Gabriela. "Nada de usar barra embolada ou dobrada: o correto é mandar fazer a barra do jeans original."


O jeans também não pode ser manchado ou rasgado: os melhores tons são o azul escuro, cinza (que está na moda) ou preto. Para arrematar o visual, é recomendável usar cinto e sapatos da mesma cor. "A meia também precisa seguir o tom do sapato", diz Gabriela. O uso da gravata é dispensável, pois se trata de um visual informal. O paletó é opcional e pode ser substituído por uma malha fina, com gola V, por cima da camisa. "Mas não vale usar tricô artesanal, pois ele é descontraído demais e vai destoar do conjunto", diz a consultora. Quanto à camisa, pode ser 100% algodão ou de algodão misturado com fio elástico. "Esta última é boa porque dá conforto e amassa menos." No caso de homens com medidas fora do padrão - com o pescoço mais largo ou os ombros estreitos - o recomendado é fazer camisas sob medida. "O caimento é muito melhor."


Segundo Sonia Hess de Souza, presidente da fabricante de camisas Dudalina, um homem elegante se conhece pela camisa. "E camisa de má qualidade se vê de longe", diz a executiva. A Dudalina - que produz 2,5 milhões de unidades por ano, no Paraná e em Santa Catarina - acaba de lançar três novas linhas de camisa: a Cult, feita de algodão egípcio importado e botões de cristal Swarovski, a linha Sport Chic, de modelos mais casuais, e a Business, voltada para quem usa terno e gravata.

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