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segunda-feira, dezembro 8

Nova regra fiscal impulsiona negócios de TI

Gustavo Brigatto e Manuela Rahal, de São Paulo
08/12/2008
Fonte: Valoronline

Em pouco mais de três semanas, cerca de 15 mil empresas brasileiras começarão uma nova etapa em seu relacionamento com o Fisco.

Começa em 1º de janeiro a segunda fase de implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), que prevê a entrega eletrônica das declarações fiscais mensais a partir de maio e da contabilidade anual começando em julho (Sped Fiscal e Sped Contábil). As mudanças vão permitir ao governo acompanhar de forma quase instantânea a arrecadação de tributos e o comportamento das empresas na área.

A previsão é de que a adoção das regras também vai gerar bons negócios para desenvolvedores de software capazes de ajudar as empresas a se adaptarem à nova fase. Os contratos podem começar em R$ 15 mil e chegar a R$ 250 mil, dependendo do porte e das necessidades da empresa compradora.

"O trabalho no ano que vem vai ser pesado", diz Carlos Kazuo, diretor da Sonda Procwork. Este ano, além dos aportes em desenvolvimento e capacitação de 80 profissionais para uma unidade criada para atuar com o Sped, a companhia comprou R$ 1 milhão em equipamentos para montar um ambiente onde os clientes podem fazer testes para a implantação do sistema. O objetivo é ter 250 contratos até o fim do próximo semestre.

A Hominealiou-se a uma desenvolvedora de software chilena e vai começar a atender um cliente do setor metalúrgico no início do ano que vem. Segundo Horacio Menin, sócio-diretor da empresa, a projeção é de que o Sped passará a responder por 20% do faturamento da companhia já em 2009.

Basicamente, as ferramentas para o Sped extraem informações dos sistemas de gestão das empresas (ERPs) e as colocam no formato definido pela Receita Federal. Antes dessa etapa, porém, é preciso fazer um mapeamento de processos e informações que a empresa tem sobre seus produtos e clientes. Essa fase pode durar até quatro meses.

"O Sped não é só uma nova obrigação. Estamos falando de um processo que trará uma mudança cultural para a sociedade", diz Claudio Coli, diretor executivo da desenvolvedora de software Mastersaf. A empresa está envolvida com o Sped desde 2007 e formatou cinco dos 25 sistemas de companhias que participaram do projeto piloto, desenvolvido pelo governo.

De olho no mercado de pequenas e médias empresas, que não estão as primeiras no calendário de implantação do sistema, a Mastersaf firmou uma parceria com a IBM para oferecer o Sped no modelo de software como serviço. "A farmácia da esquina poderá usar o espaço dos centros de dados da IBM para processar e entregar informações ao Fisco", diz Coli.

Na Sonda Procwork, Kazuo afirma que a idéia é usar a infra-estrutura montada para oferecer a validação das informações geradas antes do envio ao Fisco. O objetivo é atingir uma camada de empresas de menor porte.

Severino Benner, presidente da Benner Sistemas, diz que os escritórios de contabilidade serão outro mercado interessante porque vão prestar serviços para quem não tiver condições de investir em uma infra-estrutura adequada.

Para ele, esse é o momento de melhorar a qualidade da contabilidade das companhias brasileiras. "A empresa abre a porta para o Fisco e os contadores devem se modernizar agora", afirma Benner. A companhia de software de gestão está oferecendo o programa a partir de R$ 26 mil.

Dois dos principais fornecedores do mercado de ERP - Totvs e SAP -, também estão atentos às oportunidades e já incluíram o suporte ao Sped entre os seus produtos. De acordo com Bruno Ogusuko, gerente de localização e desenvolvimento da SAP, desde setembro está disponível uma atualização do sistema principal da empresa já com as adaptações ao Sped. Mais de 40 empresas estão em fase de implantação.

Já a ferramenta do Sped Contábil está em teste em dois clientes e deve ser liberada no fim de janeiro. Vinte profissionais do Brasil, Portugal, Alemanha e Índia foram envolvidos no processo de desenvolvimento. Na Totvs, Wilson de Godoy Soares Junior, vice-presidente de gestão de desenvolvimento, explica que o recurso será oferecido como um módulo pago a parte.

Na CPM Braxis, a opção também foi pela parceria. Junto com o IOB, ela criou um programa de auditoria fiscal que auxilia as empresas a se manterem atualizadas às constantes mudanças na legislação tributária. Um levantamento do perfil fiscal de corporações com faturamento entre R$ 3 milhões e R$ 15 bilhões feito pelo IOB constatou que 83% delas cometeram algum tipo de falha no preenchimento de campos na hora de prestar contas ao Fisco.

O Grupo Linx criou uma divisão para auxiliar seus clientes no processo de implementação do Sped. "Não seria adequado deixá-los caminhar sozinhos", diz Nércio Fernandes, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Linx Sistemas.

A ABC71 lançou, há dois meses, um programa para pequenas e médias empresas. Já são 6 clientes e outros 40 em negociação, diz Julio Bertolini, diretor comercial da empresa. A companhia oferece o programa por R$ 15 mil e projeta aumento de 15% na receita de 2009 em decorrência dos serviços para o Sped.

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Assembléias online já podem começar

Por Graziella Valenti, de São Paulo
08/12/2008
Fonte: Valoronline

Estão acabando as desculpas para os baixos índices de comparecimento dos acionistas às assembléias das companhias abertas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em meados deste ano, já havia divulgado o entendimento de que os votos das assembléias poderiam ser colhidos eletronicamente. Mas ainda faltava o meio oficial para isso acontecer. Agora não falta mais. A MZ Consult começa a oferecer, a partir de hoje, o serviço Assembléias Online.

Foi uma consulta realizada pela empresa de serviços de relações com investidores para empresas abertas que gerou o posicionamento do colegiado do regulador sobre a questão. Em 2009, todo o entendimento da autarquia sobre assembléias deverá ser alvo de uma instrução.

A partir daí, ficou claro que era o fim da burocracia. E também das justificativas dos fundos de investimentos e dos acionistas para não participar de decisões relevantes das empresas.
Argumento bastante usado, especialmente no Brasil, onde a Lei das Sociedades por Ações obriga a realização das assembléias nas sedes sociais das empresas - muitas vezes, longe dos centros financeiros do país.

A CVM disse que já é possível que a procuração de voto seja oferecida e enviada pela internet e que, para tanto, seja usada uma assinatura digital - seja a concedida pela autoridade brasileira de certificação, ICP, ou de tecnologia própria. A transmissão do encontro na web também é possível , desde que com acesso restrito aos acionistas.

O serviço que será oferecido pela MZ Consult terá certificação digital, para as votações, da Certisign. O ambiente eletrônico desenvolvido prevê, além do serviço de procuração, espaço para manual de assembléias, recomendação de voto feita pelo conselho e também um blog para os acionistas.

Para votar, o acionista precisará apenas emitir seu certificado digital - que prevê a entrega de documentos assinados e reconhecidos em cartório à MZ Consult, mas uma única vez. A partir do momento que obtiver sua assinatura eletrônica, não há mais necessidade de lidar com documentos físicos. De posse da senha, poderá votar em todas as empresas na qual for acionista e que tiverem contratado o serviço Assembléias Online. A informação será apenas eletrônica. José Luiz Poço, presidente da Certisign, explica que a autorização para uso pode ser fornecida rapidamente depois que a MZ Consult der o aval, após verificar os documentos. "É algo possível em um ou dois dias, no máximo."

Rodolfo Zabisky, fundador da MZ Consult, explica que o conteúdo disponível no serviço é de responsabilidade só da companhia. A expectativa dele é que as empresas contratem, inicialmente, o serviço básico, que oferece a possibilidade dos votos eletrônicos. O serviço custará R$ 47 mil anuais às empresas, o que inclui os trabalhos para três assembléias e até 300 procurações por encontro. Caso esses números sejam ultrapassados, haverá taxas adicionais previstas.

Há ainda diversos serviços complementares, como o blog, onde os investidores da empresa poderão emitir opiniões sobre as pautas e a transmissão dos encontros na web. Flávia Andraus, do escritório que atua no suporte jurídico da ferramenta, o Tauil & Chequer Advogados, associado à Thompson & Knight LLP, destaca que a empresa terá a prerrogativa de solicitar a retirada do serviço de blog caso perceba que está sendo utilizando de maneira indevida, como para espalhar boatos ou informações privilegiadas. "Haverá um manual de ética para os usuários do blog."

A segurança do serviço do Assembléias Online será auditada pela Ernst & Young. "É um processo contínuo, para evolução do ambiente repositório dos dados das empresas", afirmou Henrique de Oliveira, sócio da área de tecnologia da firma de auditoria.

Segundo Zabisky, o serviço poderá ser usado também pelos fundos de investimentos. Dessa vez, não para votarem nas empresas investidas, mas sim no relacionamento com seus cotistas. "É um mercado enorme."

A participação dos acionistas em assembléia está passando por um grande processo de mudança no Brasil, especialmente, após o fortalecimento do Novo Mercado - ambiente no qual só são aceitas ações ordinárias, com direito a voto. Com isso, os acionistas têm o direito de participar ativamente nas reuniões. Nesse cenário, está aumentando a cobrança para que as empresas facilitem o processo de votação, com melhor material sobre a pauta e também serviços de procuração. Como contraparte, a expectativa é que os investidores sejam diligentes em seus votos.

Nos Estados Unidos, o sistema de procuração para voto também está em debate. " A Shareholder Communications Coalition, organização composta de cinco entidades, lançou, em outubro, uma campanha para aperfeiçoar a participação dos acionistas nas assembléias. Fazem parte do esforço a criação de um website que mostrará os desafios em torno da questão e uma mobilização para a revisar o atual sistema de procuração. De acordo com a coligação, a revisão das normas é necessária diante de uma série de práticas abusivas resultantes de aluguel de ações e do uso de derivativos complexos que disfarçam a presença de investidores. Uma das reclamações dirige-se aos hedge funds que usam tais mecanismos para ampliar seus votos sem chamar a atenção e assim influenciara votação.

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Mobilidade como sinônimo de eficiência e qualidade de vida


Jairo Okret

08/12/2008

Fonte: Valoronline

O número de executivos que vivem e executam suas atividades profissionais e pessoais com o auxílio de aparelhos móveis de comunicação aumenta a cada dia. Segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT), o número de telefones celulares no mundo pode chegar a quatro bilhões até o fim do ano. O Brasil, 5º maior mercado e um dos que apresenta maior crescimento na área, deverá em breve alcançar a marca dos 150 milhões de aparelhos celulares em uso.


Embora esse crescimento seja verificado em diversos segmentos, um dos maiores destaques é o uso profissional, permitindo a comunicação intensiva por meio de voz e dados, aliada à mobilidade pessoal. Uma evidência deste fenômeno está na crescente visibilidade dos smartphones. Outro sinal é a inclusão de aparelhos móveis (celular, PDA, laptops etc.) entre os benefícios oferecidos pelas empresas ao lado de outros mais tradicionais, como plano de saúde.

Esta tendência é reforçada por três fatores: mudança organizacional com estruturas de organizações matriciais e a mobilidade como uma alternativa à mudança física; mudança tecnológica com disponibilidade de coberturas e velocidades adequadas e a integração com as soluções corporativas; e ainda a mudança cultural com o executivo em busca do equilíbrio entre uma atividade profissional altamente exigente e sua vida pessoal.


O uso de recursos tecnológicos pode envolver o cargo ou a natureza do negócio. A atuação de profissionais de vendas, ou de postos estratégicos, como o CIO de uma empresa, requer estas ferramentas. Se, por exemplo, acontece algum problema com a parte de TI de uma empresa, o primeiro executivo a ser procurado pelo CEO é o CIO, que tem de estar ciente dos acontecimentos e ser capaz de resolvê-lo, mesmo a distância. Há quem diga que celulares atrapalham a privacidade do profissional, mas, diante das necessidades atuais, nossas pesquisas demonstram que seu efeito real é permitir que o executivo ganhe em qualidade de vida. Ele pode resolver os problemas muitas vezes sem ter de sair de casa.


Temos observado como executivos se adaptam e obtém vantagem das novas tecnologias.

Recentemente estive reunido com um presidente de empresa. Ao sentar-se, ele imediatamente colocou seu smartphone sobre a mesa. Ele me disse que sentia que o celular era para ele como a clava para o homem pré-histórico - sair da caverna sem ela seria colocar a vida em risco e possivelmente não conseguir trazer caça para casa. Este executivo está constantemente em movimento, visitando clientes, longe de sua família, mas mesmo assim se mantém em contato próximo; Outros executivos, no entanto, demonstram mais dificuldades e o celular se torna um elemento perturbador, interferindo em reuniões, interrompendo conversas e fazendo com que o trabalho invada seu lar e suas atividades de lazer. Um grupo menor rejeita a mobilidade, não encontrando valor ou facilidades e se recusando a possuir ou utilizar os dispositivos de comunicação móvel.


Ainda é prematuro dizer como será o processo de adaptação dos executivos à comunicação móvel. Mas está claro que a mobilidade chegou para ficar e este cenário global aponta para a existência de um novo conjunto de habilidades necessárias para os profissionais que desejam e precisam tomar decisões com agilidade e de qualquer lugar. Estas habilidades são possíveis de serem identificadas por meio de um processo de avaliação de competências. E existem várias maneiras de desenvolvê-las dependendo da demanda. A conscientização de que a mobilidade irá requerer mudanças importantes no perfil de competências é um passo importante a ser dado.


Jairo Okret é sócio-diretor da Korn/Ferry International

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sexta-feira, dezembro 5

Estudo revela o mapa da inovação

André Borges, de São Paulo
05/12/2008
Fonte: Valoronline

A inovação tecnológica tem deixado de ser um privilégio dos países ricos para, aos poucos, se espalhar entre nações em desenvolvimento, um grupo de países que, até alguns anos atrás, permanecia sentado no banco de reservas da pequisa mundial. Essa é uma das leituras sugeridas pelo ranking Technology Pioneers 2009, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês). O estudo, que chega à sua décima edição, procura mapear empresas de todo o mundo que estejam trabalhando em projetos inovadores nas áreas de biotecnologia e saúde; energia e meio ambiente; e tecnologia da informação. O relatório anual é conduzido com apoio da Accel Partners, BT Innovate, KPMG e Kudelski Group.

Na edição deste ano, o ranking recebeu inscrições de 320 companhias de 15 países. Destas, foram selecionadas 34 empresas (ver quadro), cujas inovações têm potencial para sacudir seu mercado de atuação e a sociedade em geral. A escolha foi feita por 44 especialistas que atuam em fundos de capital de risco e no meio acadêmico.

Os resultados mostram que, apesar da participação de diversos países, a hegemonia das empresas americanas não está tão fragilizada assim. Das 34 companhias listadas, 15 são dos Estados Unidos. Mas também houve espaço para que empresas da Índia e - pela primeira vez - China e África figurassem entre os destaques. "Os americanos, naturalmente, continuam a ser a principal fonte de inovação devido aos investimentos que dedicam ao setor, mas o cenário tende a mudar muito nos próximos anos", disse Rodolfo Lara, diretor do Technology Pioneers, em entrevista ao Valor, por telefone.

O Brasil, segundo o executivo, teve seis candidatas nesta edição da ranking, mas nenhuma empresa foi selecionada. A única companhia da América Latina que figura na lista é a chilena Recycla Chile, da indústria de energia e meio ambiente.

A se julgar pelo baixo número de inscrições brasileiras no ranking do WEF, há uma boa chance de que bons projetos do país tenham ficado de fora simplesmente por desconhecimento de empresários brasileiros sobre o estudo. A inscrição para participar do Technology Pioneers é gratuita e pode ser feita por qualquer companhia. "Sei que o Brasil tem projetos importantes de inovação, o reconhecimento dessas empresas virá, certamente", disse Lara.

O ranking do WEF chega à décima edição com um total de 400 companhias já selecionadas. Em suas primeiras edições, figuraram na lista nomes até então pouco populares, como Google, Infosys, Kaspersky e Mozilla. "Neste ano há projetos extremamente interessantes no ranking, o difícil é saber se teremos novos 'Googles pela frente', isso só o tempo dirá."

Os vencedores do ranking são convidados a participar do encontro do WEF, que acontecerá em janeiro próximo, em Davos, na Suíça. A cerimônia dos "Novos Campeões" será realizada em Dalian, na China, em setembro do ano que vem.

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Redes 3G dão impulso à área de telecomunicações

Gustavo Brigatto, de São Paulo
05/12/2008
Fonte: Valoronline

Com os investimentos das operadoras móveis nas redes de terceira geração (3G), o faturamento do segmento de telecomunicações deve fechar o ano de 2008 com um incremento de 21%, o maior entre os oito setores acompanhados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

A projeção é que o total chegue a R$ 21,13 bilhões, contra os R$ 17,46 bilhões de 2007. "O que aconteceu em 2008 é uma prova de que o leilão da 3G precisava ser feito", diz Paulo Castelo Branco, diretor da área de telecomunicações da Abinee. Em volume de receitas, as telecomunicações só devem perder para a área de informática, que está caminhando para um crescimento de 11% frente aos R$ 31,44 bilhões do ano passado.

Doze milhões de computadores devem ser vendidos este ano, sendo 38% notebooks. Equipamentos comprados no mercado paralelo, o "mercado cinza", continuarão a responder por 35% do mercado, o mesmo que no ano passado.

Segundo a Abinee, o setor de eletroeletrônicos deve crescer 11% este ano, com um faturamento de R$ 123,71 bilhões. "A crise financeira mundial ainda não afetou significativamente o crescimento do setor, pois os investimentos e a atividade do país ainda não pararam", disse o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

As variações do câmbio, no entanto, terão reflexo na conta externa do setor em 2008. Na projeção da Abinee, o déficit no comércio de eletroeletrônicos registrará um aumento de 59% ante o ano passado, atingindo US$ 23,42 bilhões.

Mesmo com as incertezas quanto ao rumo da economia e os impactos da atual crise no Brasil, a Abinee mantém uma expectativa positiva para o próximo ano. "A crise é até providencial", avalia Barbato, afirmando que há necessidade de se colocar ordem na economia. Para ele, 2009 não deve ser uma "catástrofe", e é "factível" que o setor cresça entre 6% e 7%.

Projetos de automação industrial, investimento em linhas de transmissão de energia elétrica, obras do Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC), expansão da cobertura da 3G e a chegada de outras tecnologias como o WiMax serão os impulsionadores do movimento. (Colaborou Vanessa Dezem, do Valor Online)

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Sorvetes e água de coco com cartão

Carolina Mandl, do Recife
05/12/2008
Fonte: Valoronline

Para aumentar o número de transações com cartões de crédito e de débito, a VisaNet decidiu ir às praias nordestinas. A partir deste verão, vendedores ambulantes do litoral aceitarão as tarjetas com a bandeira Visa. Depois de um teste feito em Natal com o meio de pagamento de plástico, 250 sorveteiros da Kibon já estão na areia com as máquinas que aceitam o pagamento em débito. Outros 11 vendedores de água de coco da orla da praia de Boa Viagem, no Recife, também recebem o cartão. Em Salvador, a Visanet credenciou os vendedores de espetinho de camarão, em parceria com uma empresa chamada Camaretto.

Hoje, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito, o valor médio de cada transação feito com os plásticos é de R$ 62, bem distante ainda do preço de um coco ou de um picolé. "Queremos que o plástico esteja em todos os lugares. E neste verão, acreditamos que o turismo no Nordeste vai aquecer. Com o dólar mais caro, muita gente vai viajar pelo Brasil", afirma Fábio Camarotti, diretor comercial da Visanet para a região. A dificuldade, segundo o executivo, é encontrar vendedores legalizados, que tenham permissão das prefeituras para oferecer os produtos.

Para conseguir penetrar neste tipo de comércio, a Visanet teve de se adequar ao perfil dos vendedores. Como os produtos oferecidos por eles têm preço baixo, o aluguel da máquina de passar o cartão é mais barato. Enquanto alguns estabelecimentos pagam mais de R$ 100, quem vende coco desembolsará R$ 39, e no início há um desconto de cerca de 70% neste valor.

Segundo Camarotti, isso foi possível porque a Visanet desenvolveu um tipo de máquina mais simples e barata. "Além disso, podemos usar equipamentos de segunda mão, que já não estão sendo usados em outros tipos de comércio", diz. Mas pagam um valor por operação como os demais comerciantes. A vantagem, na visão de Camarotti, é a segurança e o fato de que o cliente acaba comprando mais com o cartão em mãos.

Outras iniciativas em busca do comércio mais popular estão sendo feitas pela Visanet. Em Fortaleza, os cartões já são aceitos por tapioqueiras. Em Florianópolis, passageiros podem pagar o ônibus fazendo débito em conta, sem a presença do cobrador.

Em setembro, depois de fazer oferta de ações no exterior, a Visanet planejava lançar papéis no Brasil. Porém, com a crise financeira mundial, a empresa decidiu paralisar o processo. (Colaborou Vanessa Jurgenfeld, de Florianópolis)

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sexta-feira, novembro 28

'RG digital' pode ampliar os negócios

De São Paulo
28/11/2008
Fonte: Valoronline

O mercado de cartões inteligentes pode ganhar um novo - e grande - segmento nos próximos anos, se sair do papel um projeto do governo para digitalizar o RG dos brasileiros.

A Polícia Federal anunciou em julho que pretende começar em 2009 a implantação do chamado Registro de Identificação Civil (RIC). O projeto prevê a utilização de um cartão de identidade com itens de segurança como fundos complexos, tintas e efeitos óticos especiais, além de chip para armazenamento de dados biométricos e certificado digital.

A intenção é que em nove anos 150 milhões de brasileiros tenham o seu número de registro digital. A partir do terceiro ano do projeto, 80 mil pessoas poderão ser cadastradas a cada dia, com meta de 20 milhões por ano.

Os fabricantes já preparam suas áreas de identificação e segurança para atender o governo.
O RIC foi instituído pela lei 9.454/1997, sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. O texto previa prazos de 180 dias para sua regulamentação e de 360 dias para o início de sua implementação.

Onze anos depois, no entanto, a idéia ainda não saiu do papel. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid), uma das dificuldades era a falta de tecnologia para implantá-la.

A proposta de regulamentação da lei está no Ministério da Justiça. A expectativa é de que ela possa ser enviada à Casa Civil e à Presidência da República neste ano.

A Abrid estima que a implantação do RIC vai gerar economia de R$ 1 bilhão anual com a prevenção de fraudes. (GB)

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segunda-feira, novembro 24

Analistas do setor recomendam cautela

De São Paulo
24/11/2008
Fonte: Valoronline

Mais céticos do que muitos diretores de tecnologia de grandes empresas, analistas do setor de tecnologia da informação (TI) acreditam que parte considerável dos orçamentos de informática para 2009 ainda pode reservar surpresas. A avaliação desses profissionais é de que várias companhias adiaram suas decisões para o início do ano que vem, o que torna os planos suscetíveis a mudanças.

A consultoria IT Data ouviu executivos de 200 empresas com faturamento superior a R$ 100 milhões por ano. Destas, 76% informaram que ainda não sabem como ficarão os gastos de TI para o próximo ano. "A realidade é que tem muita gente tentando adivinhar o que virá pela frente", diz o analista Ivair Rodrigues. "A crise, no entanto, não deverá trazer grandes impactos sobre os investimentos do ano que vem."

A consultoria IDC reviu seus números para 2009. A previsão inicial era de que o setor cresceria 14,4% no país, mas a taxa foi reajustada para 9,1%. Na prática, isso significa US$ 1,43 bilhão a menos circulando no mercado. Neste ano, o setor de TI, sem incluir os gastos com telecomunicações, vai movimentar US$ 27 bilhões, com crescimento de 12% sobre 2007, de acordo com o IDC.

A despeito da desaceleração, porém, as projeções brasileiras são positivas frente à situação de vários mercados internacionais. "No contexto atual, a previsão é saudável", comenta Reinaldo Roveri, gerente de pesquisas para o mercado corporativo do IDC. Globalmente, a consultoria diminuiu suas projeções de 5,9% para 2,6%. O ambiente é mais crítico nos Estados Unidos, onde os negócios crescerão a uma taxa de 0,9%, bem inferior aos 4,2% inicialmente previstos. (GB e AB)

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Apesar da crise, empresas investem em tecnologia

André Borges, Gustavo Brigatto e Manuela Rahal, de São Paulo
24/11/2008
Fonte: Valoronline

Grandes companhias que atuam no Brasil, lideradas pelos bancos e operadoras de telecomunicações, planejam manter - e em alguns casos até ampliar - os orçamentos de tecnologia da informação (TI) em 2009. No Bradesco, os investimentos vão ficar em torno de R$ 2 bilhões, a mesma soma reservada para o exercício atual. No Banco do Brasil, a perspectiva é investir R$ 1,2 bilhão na área, acompanhando os gastos deste ano. A Claro prevê um acréscimo de 40% no volume de recursos, cujo valor não é revelado.

As razões desse cenário positivo, a despeito da crise financeira, variam de empresa para empresa. O Pão de Açúcar está atualizando seus sistemas de administração, nos quais pretende investir R$ 150 milhões em três anos. Na Claro, um dos principais motivos é a construção de um novo centro de dados para sustentar o crescimento explosivo da base de usuários da telefonia celular.

Há, no entanto, vários pontos em comum que justificam a manutenção dos investimentos, dizem analistas. Um deles é que muitos projetos em andamento são de longo prazo e têm impacto direto no negócio central das companhias. Detê-los seria colocar em risco a competitividade futura. "Não vamos parar de investir porque podemos perder oportunidades na retomada da economia", diz Rogério Pires, gerente geral de TI da incorporadora Cyrela.

Outro ponto, observam analistas e executivos, é que em épocas de crise as empresas costumam reforçar a tecnologia para reduzir custos. Os gastos imediatos aumentam, mas com a perspectiva de cortar custos operacionais em um horizonte mais longo. "Com TI não há desperdício, não jogamos dinheiro fora", afirma Laércio Albino Cezar, vice-presidente do Bradesco.

O agravamento da crise levou a consultoria IDC a rever as projeções de crescimento para o mercado de TI no Brasil em 2009. O aumento passou de 14,4% para 9,1% sobre um movimento estimado em US$ 27 bilhões neste ano. Na prática, isso significa US$ 1,43 bilhão a menos nos investimentos do ano que vem.

Diante do cenário internacional, no entanto, a situação ainda é confortável: a estimativa mundial caiu de 5,9% para 2,6%, despencando de 4,2% para 0,9% nos Estados Unidos.


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sexta-feira, novembro 14

Conexão via rede elétrica começa a sair do papel em SP

Gustavo Brigatto, de São Paulo
14/11/2008
Fonte: Valoronline

Com investimento de R$ 20 milhões nos últimos dois anos, a AES Eletropaulo Telecom anunciou ontem sua estrutura para oferta de internet pela rede elétrica, também conhecida como Broadband Powerline (BPL), ou Power Line Communication (PLC). A tecnologia permite que qualquer tomada seja usada como um ponto de acesso à banda larga aproveitando uma estrutura já existente. O sinal é recebido por um equipamento especial que separa o sinal de dados do elétrico.

De acordo com Teresa Vernaglia, diretora-geral da empresa, a intenção não é prestar o serviço de internet, mas alugar a rede para as operadoras. "O modelo de negócio não muda", afirmou. A Eletropaulo Telecom tem uma rede de dois mil quilômetros de fibra ótica na região metropolitana de São Paulo, ofertando rede de acesso às operadoras e prestadoras de serviços de telecomunicações. Teresa afirma que existe bastante interesse dessas companhias em usar a capilaridade da rede elétrica para chegar a seus clientes.

A princípio, a infra-estrutura estará disponível em 300 edifícios, ou 15 mil locais nas regiões de Moema, Pinheiros e Cerqueira César, na capital paulista. A oferta será feita de maneira complementar à rede de fibra ótica da empresa. Equipamentos instalados nos edifícios levarão até 80 Mbps de velocidade de conexão, que serão divididos entre os usuários. "Cada equipamento oferece essa velocidade, mas se percebermos uma necessidade maior, podemos instalar outros e aumentar", disse Teresa. Cento e cinqüenta pessoas estão testando o serviço no momento.

O aumento da escala do BPL depende de sua aceitação pelo mercado, mas também de regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), segundo Teresa.
Os equipamentos que podem ser colocados diretamente nos transformadores de energia, e permitir que até dois prédios sejam atendidos de uma vez, não são homologados pelo órgão regulador.

Em 29 de setembro, a agência encerrou a consulta pública número 38, que regulamenta a oferta de BPL no país. As mais de 445 contribuições recebidas estão sendo avaliadas pela área técnica da Anatel, e a perspectiva é que o material seja encaminhado à procuradoria até o fim do mês.
Diversas companhias do setor elétrico têm realizado testes com a tecnologia BPL nos últimos anos, sem, no entanto, terem chegado a modelos comerciais. A tecnologia é vista como uma das grandes promessas para ampliar o acesso à banda larga no Brasil, mas seu uso não é consenso.

Entre as manifestações enviadas à consulta pública da Anatel, diversas se referem à interferência que ela pode promover em serviços de comunicação, como o radioamador. De acordo com Teresa, em um ano de testes de campo, não foi verificado nenhum relato de interferência no sinal transmitido pela rede elétrica, ou de interferência causada pelo serviço em outros sistemas.

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quinta-feira, novembro 6

Regras de etiqueta - e-mail

05/11/2008
Fonte: Valoronline / Microsoft

E-mails exigem atenção para garantir desempenho e elegância.

* Prazo de resposta para e-mail interno: 24h

* Prazo de resposta para e-mail externo: 8h

* Quando não for possível cumprir prazos de resposta, programe uma mensagem automática explicando o motivo.

* Campo destinatário "Para": reservado para responsável pela ação ou interessado na informação.

* Campo destinatário "Cc": para alguem envolvido diretamente no assunto (pessoas em Cc não tem obrigação de responder).

* Campo destinatário "Cco": usado para tirar alguém da corrente (informe a todos no e-mail).

*Escrever "ação" no assunto: quando requisitar uma atitude do leitor, como alguma aprovação de proposta para um cliente.

* Estruture o e-mail com três partes: objetivo, para criar contexto; ação requerida e prazo, se possível com destaque; e histórico, que deve aparecer no final e em anexo se for muita informação.

* Evite: parágrafos longos, e-mail extensos e planos de cores que dificutem a leitura.

* Use recursos de importância e confidencialidade em anexos.

* Encaminhar: explique porque está encaminhando e faça um resumo do histórico.

* Antes de enviar, revise os campos principais, como destinatário, assunto e método.

Fonte: Micorsoft

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Companhias restringem o uso de e-mail entre gestores

05/11/2008
Fonte: Valoronline

Em 2003, quando os e-mails já ocupavam boa parte da rotina dos profissionais, mas ainda não haviam transbordado os limites dos computadores e chegado aos smartphones, companhias como a inglesa Phones 4U perceberam que o uso desenfreado desse meio poderia atrapalhar a comunicação. O presidente da companhia na época, John Cauldwell, radicalizou e proibiu o uso de e-mails por seus 2,5 mil funcionários. A alegação era de que havia gente demais mandando mensagens eletrônicas em vez de usar o telefone ou andar distâncias mínimas para conversar - o que se tornou ainda mais comum em várias organizações.

O Valor procurou a empresa para descobrir se as regras ainda estão em vigência, mas não obteve retorno. Entretanto, o site da empresa oferece vários endereços de e-mail para atendimento ao cliente, o que sugere que houve alguma flexibilização. Sem o mesmo radicalismo, mas com objetivos idênticos aos de Cauldwell, empresas brasileiras ou estrangeiras de diferentes setores também estão trabalhando para criar a cultura de uso consciente do e-mail. Enquanto isso não acontece, pesquisa da Qualibest com 1441 pessoas mostra que 63% usam as correspondências eletrônicas como base de sua comunicação dentro das empresas onde trabalham.

Mas a utilização inadequada do e-mail é mais do que um problema de comunicação, segundo Belmiro Ribeiro da Silva Neto, professor de marketing e de comunicação corporativa da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele diz que o e-mail é um excelente meio de contato para fazer follow up, passar dados, marcar compromissos e dar respostas rápidas. Porém, completa, é péssimo para outros fins, como dar feedback sobre pessoas e projetos e emitir julgamentos. "O uso do e-mail reflete burocracia e omissão da liderança, além do nível profissional da pessoa, sua maturidade e capacidade para trabalhar e se comunicar em equipe", afirma o professor.

Para resgatar a prioridade do contato pessoal e também evitar problemas causados pela falta dele é que empresas brasileiras e filiais de multinacionais estrangeiras estão criando práticas para promover o uso consciente e racional do e-mail.

A fabricante de produtos química Lanxess, por exemplo, há cerca de quatro anos, definiu que seria prioridade interna a interação ao vivo do pessoal. Assim, além de investir num ambiente com divisórias de vidro e canal de televisão próprio, os gerentes são proibidos de trocar e-mails entre si. "A comunicação direta traz velocidade à tomada de decisão", diz o gerente de recursos humanos da empresa química, Ludovico Martin.

O executivo afirma que a prática também evita reuniões e reduz o trabalho, porque o contato pessoal é mais rico. "A comunicação não é formada só por palavras", diz. A declaração é uma referência à teoria de Albert Mehrabian, professor da Universidade da Califórnia, que disse há mais de 25 anos que as palavras correspondem a apenas 7% da compreensão de um comunicado. Os elementos que mais contribuem para a entrega da mensagem, segundo ele, são a entonação de voz (38%) e a linguagem corporal (55%).

Na 3M também funciona assim, sem regras, mas com recomendações que servem de exemplo para os funcionários. O diretor de recursos humanos da empresa no Brasil, José Fernando do Valle, diz que um acordo firmado entre as diretorias dos setores de finanças, lean six sigma, supply chain e aquela que dirige, para evitar e-mails e enviar mensagens de no máximo cinco linhas, serve de modelo aos integrantes de suas equipes. A intenção é que no longo prazo, seja criada uma cultura de interação presencial. "São meios de deixar o processo de comunicação mais enxuto", diz.

O alerta para o uso moderado de e-mails se acentuou em janeiro deste ano, quando a corporação realizou o "dia sem e-mail". É uma data escolhida em que o trabalho é conduzido sem a troca de mensagens eletrônicas, iniciativa que deve ser ampliada no ano que vem. "O ideal é que façamos um dia por mês 'sem e-mail', mas não é fácil definir a data, porque temos muito contato com a matriz e as demais unidades", afirma. Valle, que durante a maior parte de sua trajetória profissional atuou como diretor do departamento financeiro, lembra que apesar de o uso gerar uma economia tangível com o armazenamento das mensagens em servidores de computador, o principal ganho é de produtividade e a promoção da cultura da comunicação.

Ainda que sem regras ou acordos, a CAS Tecnologia é outro exemplo do que pode ser chamado de "não incentivo ao e-mail". A empresa libera até mesmo o uso de ferramentas de mensagens instantâneas, mas não concorda com a troca de e-mails por pessoas que sentam perto umas das outras ou com clientes. "O correio eletrônico é frio e não é explicativo", reclama o diretor de operações da companhia, Domingos Iorio. Por isso, os executivos da empresa encorajam a todos os funcionários a resolverem dúvidas de clientes pessoalmente, assim como qualquer questão interna de negócios.

Segundo o diretor da CAS, a função do e-mail mudou para pior quando as pessoas passaram a usá-lo como forma de se isentar das responsabilidades, dizendo "mas eu te mandei um e-mail" ou para mostrar serviço para os superiores, copiando-os em recados. Isso significa usar corretamente os campos de destino da mensagem, a cópia e a cópia oculta. O assunto é tão delicado que já existem regras de "etiqueta" para e-mail. David Shipley e Will Schwalbe, por exemplo, escreveram um livro chamado "Enviar", um guia de como usar o e-mail com elegância. Na obra recém-lançada no Brasil pela editora Sextante, os autores usam experiências reais - e equívocos - para comentar as dificuldades enfrentadas com os e-mails.

Eles dizem que nos e-mails as pessoas podem não parecer elas próprias. "Ficam mais irritadiças, menos solidárias e se magoam com mais facilidade, o que as faz mais fofoqueiras e traiçoeiras", resumem em comunicado.

Além disso, as mensagens eletrônicas muitas vezes "enganam" o receptor. Os autores citam pesquisa da Associação Internacional de Profissionais de Administração, que mostra que 43% dos assistentes escrevem e enviam e-mails sob o nome do chefe e 29% têm permissão para apagar mensagens antes de serem lidas pelo superior.

Por isso, as próprias empresas - além de não encorajarem o uso de e-mails - estão criando manuais com regras. A Microsoft detalhou o código de conduta observando inclusive prazos de resposta e padronizando formas de se comunicar. Apesar disso, a empresa de tecnologia da informação Websense destaca que a questão pode ir além da etiqueta e produtividade. Trata-se também de segurança. "Hoje 90% dos vazamentos de dados nas companhias são acidentais", diz Marcos Prado, gerente de desenvolvimento de canais para América do Sul e Caribe da companhia. Se o usuário quer mandar um e-mail para alguém cujo endereço é "jpereira", mas com pressa digita apenas "jp" e em seguida "enter", para resgatar o histórico, pode enviar para outro destino, com início de endereço "jpaulo", que pela ordem alfabética aparece primeiro.

O ponto central é que por conta de segurança ou produtividade, todos os usuários de e-mail ficarão mais contentes e menos sobrecarregados se tiverem de investir menos tempo com tantas mensagens recebidas e caixas postais lotadas. Você não?

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segunda-feira, novembro 3

Nos EUA, operadoras testam mini-torres de transmissão

Roger O. Crockett, BusinessWeek, de Chicago
03/11/2008
Fonte: Valoronline

Como soa essa oferta? Sua operadora de telefonia móvel - digamos, a AT&T ou a Sprint Nextel - propõe instalar uma nova torre de telefonia celular na sua vizinhança sem pagar nada. Em troca, você terá um sinal melhor em sua casa. Ah, e você vai ajudar a pagar os custos de instalação da nova torre.

É basicamente isso que os consumidores começarão a ver nos próximos meses nos Estados Unidos. As companhias de telefonia celular começaram a comercializar "femtocells", que são basicamente mini-torres de transmissão para telefones celulares nas residências. As operadoras vão pedir aos consumidores que paguem cerca de US$ 100 por um equipamento ligeiramente menor que uma torradeira. A pequenina torre vai se conectar com até cinco celulares dentro de casa e realizar chamadas por meio de uma conexão de banda larga de internet à rede telefônica. Os assinantes provavelmente também pagarão tarifas mensais pelo "serviço melhorado". Tudo isso para aperfeiçoar o serviço de telefonia celular pelo qual os consumidores já pagam.

O surpreendente é que essa abordagem de vendas poderá de fato funcionar. Cerca de metade dos usuários de celulares dos EUA está insatisfeita com a cobertura em suas residências, afirmam analistas, e as femtocells poderão fornecer um serviço melhor. A Sprint, a única operadora de telefonia sem fio que no momento está oferecendo a tecnologia nos EUA, diz que a reação dos clientes tem sido entusiasmada. "Assim que damos uma caixa aos clientes, não conseguimos mais arrancá-la de suas mãos", diz Kevin D. Packingham, vice-presidente sênior de desenvolvimento de produtos e tecnologia da companhia. Analistas acreditam que as vendas vão decolar na medida em que gigantes como a AT&T e Verizon começaram a oferecer as femtocells para seus clientes no ano que vem.

É fácil entender porque as operadoras de telefonia sem fio gostam das femtocells. A tecnologia permite a elas transferir parte do fardo do aumento da capacidade operacional de telefonia sem fio para seus clientes. As operadoras pagam elas mesmas pelas torres tradicionais de telefonia celular. Além disso, é comum a oposição das comunidades à construção de novas torres, o que pode atrasar a construção por anos. As operadoras pagam pela caixa femtocell, que custa hoje cerca de US$ 200, mas elas recuperam esse custo revendendo a caixa para os consumidor por cerca de US$ 100 e recolhendo tarifas pelo serviço prestado pela femtocell. "Há um segredinho sujo aí", diz Tammy Parker, principal analista da consultoria Informa. "As femtocells proporcionam mais benefícios às operadoras que ao consumidor final."

As operadoras estão se esforçando para que essa tecnologia faça sentido também para os consumidores. A oferta mais convincente das operadoras poderá ser tornar o serviço barato o suficiente e confiável o suficiente, a ponto de ele substituir as tradicionais linhas fixas. A parte barata é fácil. Um serviço básico de telefonia custa cerca de US$ 50 nos EUA, mas as operadoras de telefonia sem fio poderiam oferecer seus serviços por bem menos. O serviço da Sprint custa US$ 25 por mês, para um número ilimitado de chamadas; as operadoras podem monitorar quando os clientes estão fazendo ligações de celulares em casa, de modo que eles não terão que esgotar os minutos em seus planos de chamadas.

A confiabilidade é mais complexa. As linhas de telefone tradicionais são elaboradas para trabalhar mesmo quando há uma queda na energia, enquanto que as femtocells não. Essa diferença poderá deixar os consumidores relutantes em usar as femtocells em substituição ao telefone fixo. "Não está claro no momento que esta é uma proposta super-convincente", diz o analista Richard Valera da Needham & Co.

As operadoras de telefonia sem fio vão trabalhar duro para mudar isso. Jeffrey S. Brown, diretor-presidente da RadioFrame Networks, uma das várias fabricantes de femtocells, diz que o objetivo é fazer o custo por torre cair para US$ 100 ou menos para as operadoras. Então, as companhias de telefonia poderão reduzir os preços para os consumidores, reduzir as tarifas mensais para valores modestos, e desenvolver serviços mais avançados. "As operadoras ficarão muito criativas", diz Brown.

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quinta-feira, outubro 30

Comunicação monitorada reduz tempo e custo fixo

Daniele Madureira, de São Paulo
30/10/2008
Fonte: Valoronline


No fim da manhã de ontem, o gerente nacional de publicidade do Carrefour, Fábio dos Santos, tentava substituir o preço de um produto em um folheto que vai circular nesta sexta em todas as lojas da rede no Estado de São Paulo. "Tínhamos fechado uma promoção, mas agora descobrimos que o mesmo item na concorrência é oferecido por menos, o que exige que refaçamos a nossa oferta", diz Santos, que mandou imprimir 2,5 mil exemplares do folheto de duas páginas. Até bem pouco tempo atrás, usufruir de um tempo tão curto para alterar um preço seria impensável. Uma ordem enviada à gráfica com sete dias de antecedência, a contar da data de circulação do folheto nas lojas, não poderia ser revista.


Assim como o Carrefour, outras empresas com grande fluxo de material promocional estão descobrindo as vantagens do monitoramento on-line dos seus ativos de marketing. Imagens, filmes, folhetos, catálogos e campanhas inteiras, que antes ficavam "perdidos" em CDs e DVDs, agora estão reunidos em um único sistema que integra os clientes aos fornecedores, como gráficas e agências de propaganda. Além do maior controle, esse sistema permite ganho de tempo, mensurar com exatidão o impacto de determinada promoção nas vendas e ainda gera economia, de pessoal ou de material.

"Com a mudança, a equipe de 16 pessoas que eu mantinha exclusivamente para digitar os preços dos produtos nos 400 folhetos que produzimos ao mês passou para 10 funcionários, que hoje estão mais voltados à análise e seleção das ofertas do que ao operacional", diz Santos. Além disso, afirma o gerente, o Carrefour deixou de colocar mais de 5 mil páginas ao mês nas mesas dos executivos de cada categoria, que deveriam aprovar e corrigir, à mão, o material impresso, antes de enviá-lo de volta ao marketing, e de lá para a gráfica. "Nosso custo com material reduziu 35% e, com pessoal, 20%", afirma Santos, que tem a Arizona como fornecedora do sistema.
A Arizona é uma consultoria que oferece o sistema sob medida para o marketing das empresas, serviço batizado de "digital brand management". O sistema integra o departamento de marketing aos fornecedores (a partir do envio de pedidos on-line), e permite o cruzamento de dados com a área comercial da companhia (para medir o retorno das ações nas vendas). Os serviços gráficos também fazem parte do portfólio da Arizona que, por sinal, começou como uma gráfica em 1998.

"Percebemos que haveria forte demanda por serviços de maior valor agregado, como um sistema específico para o marketing", diz Marcus Abdo Hadade, diretor da Arizona. O irmão e sócio Alexandre Hadade concorda. "Os fornecedores de tecnologia da informação não costumam ter produtos específicos para o marketing", afirma Alexandre. Entre os principais clientes da Arizona estão, além do Carrefour, Natura, Mitsubishi, Citroën e ABN Amro Real.

A Arizona promove hoje em São Paulo o seminário "Inovação Tecnológica para o Marketing", trazendo como convidado Michael Moon, presidente da Gistics Incorporated, consultoria americana especializada em "digital brand management", que atende gigantes como Boeing, Disney, Ericsson, General Motors, Nokia, entre outras empresas. A Arizona se inspirou no trabalho da Gistics para oferecer este serviço no Brasil, em 2003.

"Nossas ferramentas eliminam muito trabalho redundante e custos, além de tornar uniforme a comunicação da companhia em todas as situações em que a marca fica exposta", afirmou Moon ao Valor. "Mas o maior ganho, principalmente em tempos de crise, é medir exatamente o retorno de determinada ação promocional", acrescenta.

Até então, no Carrefour, por exemplo, essa informação precisava ser colhida loja a loja. "O gerente tinha que buscar o folheto, identificar o período da ação e descobrir quanto vendeu", lembra Santos.

Assim como no Carrefour, na Natura havia todo um esforço concentrado para digitar os preços, os códigos e os descontos dos cerca de 800 produtos que preenchem o catálogo da marca, publicado a cada 21 dias. "A cada ciclo, era um inferno", diz Marcelo Soderi, gerente de comunicação comercial da Natura. "Se eu errava o preço de um produto para baixo, era preciso honrar o que foi publicado e arcar com o prejuízo". Esses erros somavam 34 ao ano e hoje, com o novo sistema, zeraram. A atualização do catálogo é on-line, a partir das informações do comercial, que destaca apenas 20% dos produtos para promoção. "O restante permanece no mesmo preço", diz Soderi.

Achar uma imagem era outro problema para a Natura, que a cada ciclo chega a usar 1,5 mil fotos diferentes. "Os arquivos estavam dispersos e às vezes era mais fácil mandar fazer outra foto do que perder tempo procurando", lembra Soderi. O tratamento das imagens também é fundamental para o material de divulgação da Natura no exterior. "Temos que garantir o mesmo padrão de qualidade em qualquer lugar". Mais uma vantagem é o controle dos processos: ter o registro do momento em que um gerente aprovou determinada peça publicitária, por exemplo, ou quando uma imagem foi usada pela última vez.

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quinta-feira, outubro 16

Montadora prepara o carro elétrico

De São Paulo
16/10/2008
Fonte: Valoronline

Se os planos da Mitsubishi de produzir seu carro elétrico em massa derem resultado é possível que o consumidor brasileiro não demore para conhecer o MiEV (Mitsubishi Inovator Electronic Vehicle), nome do automóvel que a empresa promete lançar no mercado japonês em julho de 2009.


Os planos para que um carro como esse venha para o Brasil ainda não passam de estudos. Ao mesmo tempo, o presidente mundial da Mitsubishi, Osamu Masuko, parece muito interessado em conhecer melhor o etanol.


Segundo ele, a empresa pretende utilizar a tecnologia obtida no Brasil com o desenvolvimento do motor que permite uso de álcool ou gasolina para experimentar produtos semelhantes na Europa.


Quanto ao Japão, onde a indústria automobilística sempre pareceu distante da utilização de etanol nos veículos desenvolvidos para o mercado local, o executivo diz: "O Japão não pode se dar ao luxo de desistir de um combustível tão nobre como o etanol".


Ele considera o derivado da cana-de-açúcar uma "grande arma do Brasil contra a elevação do preço do petróleo e preservação do meio ambiente". Em seu primeiro dia de visita ao Brasil, ontem, Masuko diz ter se encantado ao ver a palavra "álcool" nas bombas dos postos de gasolina de São Paulo.


Mas Masuko aponta a necessidade de a indústria investir em todas as alternativas ao petróleo. Por isso, o interesse de Mitsubishi e outros fabricantes no desenvolvimento dos carros híbridos e elétricos. Com bateria cheia, a autonomia do MiEV poderá chegar a 160 quilômetros. (MO)

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Empresas protegem informação

João Luiz Rosa, de São Paulo
16/10/2008
Fonte: Valoronline

Pesquisa realizada com 1,4 mil empresas revela que, apesar da crise, 50% delas pretendem investir em segurança .


O setor de tecnologia da informação costuma ser um dos primeiros a sentir os efeitos de uma crise econômica. Uma pesquisa global da Ernst & Young mostra, no entanto, que apesar do agravamento da situação as grandes empresas parecem dispostas a aumentar os investimentos em uma área que ganha relevância cada vez maior: a de segurança da informação.


De acordo com o levantamento - realizado entre 1,4 mil empresas de 50 países, incluindo o Brasil -, 50% das companhias pretendem ampliar seus orçamentos de segurança da informação em termos percentuais em relação aos gastos totais. Outros 45% afirmaram que pretendem manter a mesma relação percentual. Apenas 5% planejam diminuir seus gastos na área.


Os dados foram colhidos entre julho e agosto, antes da fase mais aguda da crise, mas a avaliação é de que essa mudança não altera significativamente o levantamento. "Se a pesquisa fosse feita agora é possível que alguns resultados fossem diferentes. Mas estamos na 11ª edição da pesquisa e já vimos outras crises", diz Alberto Fávero, sócio da Ernst & Young no Brasil. "No momento do pico há uma alteração (nas prioridades das empresas), mas isso vira uma tendência para o futuro. A segurança tem sido um ponto forte, apesar das crises".


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terça-feira, outubro 7

Em vez da geladeira, tente o computador

De São Paulo
07/10/2008
Fonte: Valoronline

Se você costuma deixar recados para sua família na porta da geladeira, saiba que até uma ação prosaica como essa pode ganhar ares de ficção científica. É o que mostra Juan Jimenez, da Hewlett-Packard (HP), na frente do TouchSmart, o mais novo computador da empresa. Com o dedo, o executivo toca em um ícone na tela de 22 polegadas. Imediatamente, abre-se um quadro de avisos virtual. Ele aciona a câmera embutida e grava uma mensagem, que ganha o formato de um "post-it" digital. Pronto. Para ver o vídeo, basta clicar na tela novamente.


O domínio das telas sensíveis ao toque, o principal atrativo do TouchSmart, não é novidade na HP. "A tecnologia já existe na empresa há décadas", diz Jimenez. O que muda é a maneira de usar a tecnologia.


A Apple revigorou o computador de mesa com os modelos mais recentes do Macintosh, que dispensam a existência de uma torre ao embutir todos os dispositivos do equipamento nas costas do monitor. Outro ponto alto da companhia foi eliminar os botões com o tocador de música iPod Touch. Os comandos passaram a ser feitos diretamente na tela do aparelho, uma herança transmitida ao celular iPhone. Com o TouchSmart, a HP combina as duas coisas: o micro minimalista - só existem a tela, um teclado e um mouse sem fios - e a tela sensível ao toque. "Há também um só cabo para ligar na tomada, o de força", diz Jimenez.


O grande segredo do equipamento, equipado com um chip Core 2 Duo, da Intel, e um disco rígido de 500 gigabytes (Gb) - o que significa uma enorme capacidade para armazenar dados - é o software da HP, que funciona como um centro de comandos. O usuário pode acessar sua biblioteca de músicas, assistir a vídeos, montar slides de fotos, disputar jogos, fazer anotações, tudo sem mexer no teclado.


A tecnologia também permite usar os dedos para acessar o Windows, mas nesse caso, como os ícones do sistema são menores, a dificuldade é maior. O micro vem com o Windows Vista.


Com o TouchSmart, Jimenez encerra mais uma fase de sua carreira na HP. Depois de dois anos no cargo de vice-presidente de consumo do grupo de computação pessoal, ele vai assumir a divisão de negócios de pequenas e médias empresas na América Latina. Em seu lugar, assume Cláudio Raupp, que já passou por outras empresas de tecnologia, como a Nokia. "Adoro o Brasil, mas depois de dez anos poderei voltar para meu país, a Colômbia", diz Jimenez. (JLR)

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segunda-feira, outubro 6

Google prepara modelo de negócios para redes sociais

Heather Green, BusinessWeek, de Nova York

06/10/2008

Fonte: Valoronline


Imagine que houvesse um número que pudesse mostrar o quanto você é influente. Ele seria o resultado de uma somatória de todo tipo de coisas, de quantas pessoas você conhece à freqüência com que você fala com elas e o quanto elas apreciam suas opiniões. Sua pontuação poderia ser comparada com a de praticamente qualquer pessoa no mundo. Talvez ele possa ser chamado de seu número no Google. A companhia está aguardando a patente de uma tecnologia para classificar as pessoas mais influentes dos sites de relacionamento MySpace e Facebook. Numa guinada criativa, o Google está aplicando às redes de relacionamento a mesma abordagem usada para dominar os negócios de busca on-line. Se funcionar, a companhia finalmente poderá tornar os anúncios nas redes de relacionamento relevantes - e lucrativos.


O Google não quis discutir a idéia com a "BusinessWeek" para este artigo. Mas o projeto está baseado no mesmo princípio do PageRank, o algoritmo do Google para determinar quais sites da internet aparecem em uma lista de resultados de busca.


A nova tecnologia poderá monitorar não só quantos amigos você tem no Facebook, mas também quantos amigos seus amigos têm. Amigos bem relacionados tornam você particularmente influente.


O sistema de monitoramento da companhia também vai mostrar a freqüência com que as pessoas colocam coisas nos sites uns dos outros. Ele poderá até mesmo classificar o quanto uma pessoa é bem-sucedida em conseguir amigos para assistirem a um videoclipe ou ler uma notícia, segundo pessoas familiarizadas com o pedido de patente. "O Google, em suas buscas, mostra as páginas da internet mais influentes - faz o mais completo sentido eles ampliarem isso para as comunidades on-line", diz Jeremiah Owyang, analista da empresa de pesquisa Forrester Research.


Como isso vai melhorar a propaganda nas redes de relacionamento? Digamos que haja um grupo de fãs de basquete que passam muito tempo investigando as páginas uns dos outros. Os perfis dessas pessoas provavelmente indicam que eles gostam do esporte. Além disso, alguns poderão entrar para um fã-clube do astro Kobe Bryant ou deixar observações nas páginas uns dos outros sobre jogos recentes a que eles assistiram.


Usando os atuais métodos padronizados de propaganda, uma companhia como a Nike pagaria ao Google para colocar um anúncio em uma página de fã ou mostrar um link patrocinado quando alguém sai à procura de notícias relacionadas ao basquete. Com o monitoramento de influência, o Google poderá acompanhar mais de perto os interesses compartilhados por esse grupo de fãs, saber com quais outras comunidades de fãs eles interagem e descobrir quais membros recebem mais atenção quando eles atualizam perfis ou oferecem fotografias.


As informações obtidas permitirão à Nike aperfeiçoar e ampliar seus alvos, ao mesmo tempo em que permitirão ao Google cobrar uma taxa por seus serviços de anúncios. Se a Nike quiser anunciar um novo tênis para a prática de basquete, por exemplo, ela poderá trabalhar com o Google para lançar um jogo interativo de lances-livres apenas nas páginas de perfis das pessoas mais influentes da comunidade, sabendo que o jogo provavelmente vai despertar mais atenção nesses lugares. E como a nova técnica classifica links entre os grupos, o Google também poderá direcionar suas atenções para os anúncios voltados para comunidades mais amplas. "Eu pagaria uma taxa para ter um determinado vídeo diante de alguém que compartilha interesses com outra pessoa, e até mesmo taxas maiores para um monte de pessoas que também teriam interesse", afirma Ian Schafer, executivo-chefe da empresa de anúncios on-line Deep Focus, cujos clientes incluem a Sean Jean e a Universal Music Group.


A classificação de influência não é um exercício acadêmico para o Google. Até agora, a gigante das buscas na internet não conseguiu grandes lucros com as incursões nas redes de relacionamento.

Em 2006, o Google prometeu pagar US$ 900 milhões ao MySpace, da News Corp., em três anos, pelo direito de colocar anúncios no site. Os executivos do Google ficaram desapontados com esse projeto, que está comendo 1,5% das margens brutas, segundo Jeffrey Lindsay, analista da administradora de ativos Sanford C. Bernstein. Em seu pedido de patente, o Google reconhece que algumas de suas velhas abordagens não funcionaram. Schafer, da Deep Focus, diz que com as novas técnicas, "o Google poderá ser o Google da mídia de relacionamentos".

(Tradução de Mário Zamarian)

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sexta-feira, outubro 3

Novos satélites agitam mercado na AL

Heloisa Magalhães, do Rio
03/10/2008
Fonte: Valoronline


O mercado latino-americano de serviços de satélite responde por apenas 10% do faturamento mundial do setor e, ainda é apontado como de baixo retorno para as operadoras do setor. Por isso mesmo, as companhias que atuam nesse segmento estão atentas à chegada de novos concorrentes: os governos da Venezuela, Argentina, Colômbia e dos países andinos e possivelmente o brasileiro.


Julio Duran, da venezuelana Vedesat, garante que o objetivo de seu país é usar o satélite para projetos sociais nas áreas de saúde, educação e levar banda larga aos mais carentes. A Venezuela criou um fundo com apoio da CANTV e da petroleira PDVSA e está investindo US$ 400 milhões no projeto. O satélite, batizado de Simon Bolívar, está sendo construído na China e engenheiros do país de Hugo Chávez acompanharam de perto.


Na Argentina, a proposta é unir o social com o comercial. A Arsat quer lançar três satélites, o primeiro com a previsão de entrar em órbita em 2012. Mariano Goldschmidt, diretor da operadora, não informa com detalhes a origem dos recursos para o primeiro satélite. Diz apenas que estão sendo investidos US$ 200 milhões financiados pelo governo federal e por bancos de desenvolvimento. Há planos de abrir o capital da empresa.


No Brasil, há o projeto Gesac (Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão). A proposta é de lançamento de três satélites para levar a internet para áreas carentes e distantes. Na Colômbia, no México e no Equador os satélites planejados também têm perfil social e de segurança nacional. Os países da comunidade Andina estão negociando com um operador a colocação temporária de um satélite na posição orbital a que têm direito e em 2011 seria lançado um próprio, informa a pesquisadora Ana Bizberge, da Convergência Research.


Segundo Ana, de 2000 para cá a frota de satélites voltados para a América Latina cresceu 104%. Há 12 lançamentos de novos satélites previstos para os próximos cinco anos. Serão 58 atendendo a região. A SES/New Skies/Americon terá novos quatro; Intelsat lançará três satélites; a Stamex um; a Hispasat em 2009 lançará o Amazonas 2; e Telesta, mais um este ano.


A questão é dividir o mercado. Daniel Goldberg, da Telesat, frisou que a crise financeira mundial não deve atingir esses projetos que são de alto custo, mas longa maturação e planejados com muita antecedência. Mas lembrou que o setor enfrentou vários desafios nos últimos anos. Houve consolidação de fabricantes e de empresas que fazem lançamentos aumentando muito os custos em todo mundo, com, inclusive, valores dos seguros.


Em paralelo, o coro dos dirigentes das operadoras de satélites presentes hoje em seminário no Rio promovido pela Converge Comunicações foi em torno dos preços para a América Latina. Segundo os executivos, a região responde por peço do MHz abaixo da média internacional mas com taxação de impostos muito mais alta do que na Europa, Ásia, Estados Unidos e até na Africa.


Por isso muitas empresas, por vários anos, vinham direcionando os satélites para outros mercados, lembrou Jurandir Pitsch, da SES New Skies, com sede em Luxemburgo. Segundo ele, o Brasil está entre os poucos países onde paga-se pela licença. " Nos Estados Unidos, basta ir a FCC (Federal Communications Commission, orgão regulador americano) pedir a licença e receber", disse.


A SES Newskies vai lançar, no início do próximo ano, junto com a Eutelsat, um satélite totalmente dedicado a atender dispositivos móveis, operando na chamada banda S. Será voltado para o mercado europeu e uma das facilidades vai ser de levar a TV via satélite para telefones celulares. Mas de forma diferente dos sistemas atuais para celulares que usam a a rede de telefonia.


Pitsch explica que se trata de um sistema completamente diferente do Iridium, que é voltado para intercomunicação de telefones móveis por satélite. O novo sistema será para atender também outros dispositivos móveis, como TVs em automóveis ou trens ou para atender quem andam na rua com um aparelho de TV portátil. Segundo Pitsch é um projeto de alto risco, uma vez que a SES e Eutelsat ainda não têm visibilidade de como o mercado irá se comportar diante do novo serviço.

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Biblioteca Nacional adapta-se à era da web

André Borges, de São Paulo
03/10/2008
Fonte: Valoronline

O cofre da Biblioteca Nacional (BN) do Rio de Janeiro, lugar onde estão guardadas as principais raridades da memória nacional, já não tem mais espaço para um incômodo equipamento que, de uns tempo para cá, passou a entulhar a disputada sala de segurança. Nas prateleiras, estão empilhados mais de 200 discos rígidos (HDs), o componente de computador usado para armazenar os dados digitais.


O alojamento de luxo não foi uma exigência despropositada do pessoal de informática, explica Angela Monteiro Bettencourt, coordenadora de informação bibliográfica da BN. Naqueles discos, diz Angela, estão guardadas cópias de obras raras, como a "Coleção D. Thereza Christina Maria", o conjunto de 23 mil fotos que fazia parte da biblioteca particular do imperador D. Pedro II.
Iniciado em 2003, o projeto de digitalização de obras é uma das iniciativas mais ambiciosas da BN, hoje a sétima maior biblioteca do mundo. A evolução dessa empreitada, porém, passa agora por uma etapa de reorganização.


A biblioteca ainda não conta com um "data center", o centro de dados usado para armazenar, de forma segura, o conteúdo que seu laboratório digital tem gerado. Hoje, tudo é gravado em computadores comuns, que depois têm seus HDs retirados e guardados no cofre. O problema é que esse conteúdo não pára de crescer.


Atualmente, a Biblioteca Nacional Digital reúne 1 milhão de imagens digitalizadas, o que equivale a 5 terabytes de informação. "Um mapa digitalizado que colocamos no site tem apenas 70 kilobytes de tamanho, só que esse mesmo arquivo guardado em alta resolução tem cerca de 300 megabytes."


A montagem do centro de dados é o próximo passo da BN. A instituição já elaborou uma proposta e a entregou para o Fundo Nacional de Cultura (FNC), controlado pelo Ministério da Cultura. No ano passado, a verba da instituição foi de cerca de R$ 330 mil.


O plano da instituição é ter dois centros de dados, um deles para cópias de segurança. Cada estrutura foi avaliada em cerca de R$ 400 mil. "Com esse data center, teríamos capacidade suficiente para mais 5 anos de trabalho."


Por enquanto, a maior parte dos documentos digitalizados pela biblioteca é constituída de fotos e gravuras raras. De livros, apenas 250 obras passaram pelo processo porque a entidade não conta com um scanner profissional dedicado especificamente a essa tarefa. O equipamento, que custa cerca de US$ 120 mil, também está no pacote proposto.


O objetivo é criar o que Muniz Sodré, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, chama de "repositório da memória digital brasileira". Paralelamente, a BN também faz parte do programa da Unesco, que trabalha na criação de uma grande biblioteca mundial, disponível via internet. Por enquanto, diz Sodré, a iniciativa - lançada pela Biblioteca do Congresso dos EUA em 2005 - só está disponível para a Biblioteca de Alexandria, no Egito. "Daqui a seis meses, todo o conteúdo estará disponível internacionalmente."


Em 2006, a BN chegou a ser procurada pelo Google, que estava interessado em digitalizar seu acervo. A parceria, no entanto, não foi formalizada, e a instituição decidiu tocar seus projetos por conta própria. "Eles queriam que nós assumíssemos uma série de questões ligadas à propriedade intelectual; achei melhor descartar a proposta", afirma Sodré.


Segundo Rodrigo Velloso, diretor de desenvolvimento de negócios do Google, o que atrapalhou as negociações "foram questões políticas, e não de ordem legal".


O programa "Google Books Search" funciona como uma central de busca de livros digitais. Obras protegidas por direitos autorais são exibidos parcialmente, conforme acordo fechado com editoras e autores. Atualmente, o Google tem parceria com 29 bibliotecas de grande porte no mundo. Nenhuma delas está na América Latina. "Nosso critério de escolha é o tamanho do acervo. A Biblioteca Nacional seria a única da região que justificaria montar uma estrutura local de digitalização de conteúdo", diz Velloso.


Nas estantes da BN há mais de 9,5 milhões de itens, dos quais 1,7 milhão são livros e 200 mil obras de domínio público, cujos autores já faleceram há mais de 70 anos. Entre as raridades estão 19 edições do periódico "O Espelho", que trazem textos diversos de Machado de Assis, publicados em 1859. A partir da próxima semana, o material poderá ser lido pela internet, no site da BN. E o usuário poderá, inclusive, fazer buscas por palavras.

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